PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO E SÃO JOÃO BATISTA DE INGAÍ ++++ DIOCESE DE SÃO JOÃO DEL REI - MG ++++ PASTORAL DA COMUNICAÇÃO

NOSSAS CAPELAS

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

SUPER INTERESSANTE


Adolfo Orozco Torres, em Phoenix
O Dr. Adolfo Orozco (foto), investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México, assinalou que o extraordinário estado de conservação do mantoda Virgem de Guadalupe “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”.
Orozco, que também é especialista no manto da Virgem, falou em Phoenix, EUA, no 1º Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe.
O especialista disse que “todos os tecidos similares a do manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”.
Em 1789 fora pintada uma cópia a imagem de Guadalupe.
“Essa imagem foi feita com as melhores técnicas de seu tempo, era formosa e estava feita com um tecido bastante similar a do manto original. Além disso, também estava protegida com um vidro desde que foi exposta”, indicou.
Entretanto, “oito anos depois, essa cópia teve que ser desprezada porque estava perdendo as cores e as fibras se estavam rompendo.
Em contraste – acrescentou Orozco – o manto original vem sendo exposto há116 anos sem nenhum tipo de amparo, recebendo todos os raios infravermelhos e ultravioletas de dezenas de milhares de velas que estavam perto dela”.
Virgen de Guadalupe A imagem em seu santuário.
Uma das características mais interessantes do manto, prosseguiu, “é que a parte de trás do tecido é rugoso e pouco liso; enquanto que a parte de adiante (onde está a imagem de Guadalupe) é ‘tão suave como a seda’ como assinalavam os pintores e cientistas em 1666; e confirmou quase cem anos depois, em 1751, o pintor mexicano Miguel Cabrera”.
O manto de São Juan Diego é feito de fibras de agave (da mesma família botânica que produz o sisal e a iúca, foto embaixo).
O Dr. Orozco relatou mais dois fatos sem explicação científica ligados à conservação da imagem.
O primeiro ocorreu em 1785 quando um trabalhador acidentalmente derramou um líquido que continha um 50% de ácido nítrico na parte direita do tecido.
“Está fora do entendimento natural o fato que o ácido não tenha destruído a malha; e que ademais não danificasse as partes coloridas da imagem”, precisou.
Agave Agave: de uma pé semelhante foi tirada a fibra do manto de São Juan Diego
O segundo relaciona-se com a explosão de uma bomba perto do manto em 1921. A bomba explodiu a 150 metros da imagem e destruiu todos os vidros nesse raio.
Entretanto, explicou o perito, “nem o manto nem o vidro comum que a protege foram danificados ou quebrados”. O único afetado foi um Cristo de ferro que terminou dobrado.
“Não há explicação para o fato que as ondas expansivas que romperam os vidros a 150 metros ao seu redor não destruíram o que cobria a manto. Alguns dizem que o Filho, com o crucifixo que sim foi afetado, protegeu a imagem de Sua Mãe. O certo é que não temos uma explicação natural para essa ocorrência”, concluiu.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

DIOCESE - Entrevista com Dom Célio Sobre sua vida e caminhada episcopal

Entrevista com Dom Célio sobre sua vida e caminhada episcopal
Sex, 12 de Setembro de 2014 17:15
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Completando 70 anos neste dia 14 de setembro, Dom Célio de Oliveira Goulart é natural de Piracema, pequena cidade no oeste mineiro. Sexto filho de uma família de 7 irmãos, o filho de João Rodrigues de Oliveira e Maria Geralda Goulart despertou logo cedo para a vocação.
Foi no exemplo da família simples do interior, mas, profundamente religiosos e tementes a Deus, que Célio disse o seu sim a vocação sacerdotal.
Dom_Celio_99Fez seus estudos de filosofia no Convento São Boaventura, em Daltro Filho (RS) e no Convento Santa Maria dos Anjos, em Betim (MG). Cursou teologia no Convento Santo Antônio, em Divinópolis (MG), e no Instituto de Teologia da PUC-Minas, em Belo Horizonte (MG).
Em 12 de julho de 1969 foi ordenado padre pela Ordem dos Frades Menores (OFM). Em agosto de 1998, foi nomeado bispo da diocese de Leopoldina (MG) e adotou como lema “A cruz é a força de Deus”. Em 2003, foi transferido para a diocese de Cachoeiro do Itapemirim. De 2003 a 2007, foi presidente do Regional Leste 2 da CNBB (estados de Minas Gerais e Espírito Santo) e membro do Conselho Permanente da CNBB.
Dom Célio tomou posse como bispo da Diocese de São João del-Rei no dia 17 de julho de 2010.
Seguindo o exemplo de seu Santo de devoção, São Francisco de Assis, Dom Célio leva amor e simplicidade por onde passa. Apaixonado com um feijão com arroz e “franguinho” caipira, o bispo é um verdadeiro pai para toda a comunidade diocesana.
Para celebrar essa data especial, o DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação) conversou com o aniversariante, trazendo em uma entrevista exclusiva, informações sobre o início de sua caminhada sacerdotal, seus exemplos de vida e seus sentimentos frente a caminhada episcopal.

DEDICOM - Quem é Dom Célio de Oliveira Goulart?
DOM CÉLIO - Completando 70 anos neste dia 14 de setembro, sou o sexto filho de uma família de 7 irmãos, 4 mulheres e 3 homens. Meus pais foram pessoas simples do interior e profundamente religiosos e tementes a Deus, que nos deram testemunho de vida e nos educaram muito bem. Agradeço a Deus pela vida e por todos que me ajudaram até o dia de hoje, fazendo parte de minha história.

DEDICOM - Quando criança, o senhor já sentia o desejo de ser padre? Chegou a “brincar” de missa, procissão, ...?
DOM CÉLIO - Após ter feito a Primeira Comunhão, senti-me atraído a ser coroinha pelo testemunho de vida de nosso Pároco, Pe. José Ferreira Neto, na cidade de Itaúna, para onde nossa família havia mudado no mês de julho de 1948.

DEDICOM - A  família é muito importante para o desenvolvimento do homem. Como era o seu relacionamento familiar? Qual o maior aprendizado herdado de seus pais?
DOM CÉLIO - Agradeço pelos pais e irmãos mais velhos. Deles recebi a  fé e o testemunho de vida cristã, como também atenção, carinho, estima e todos os cuidados necessários em minha vida de criança. Certamente dei muitas preocupações a meus pais e irmãos mais velhos, porque, inicialmente morando no interior de uma pequena cidade que era Piracema e, posteriormente aos mudarmos para a cidade de Itaúna, tudo era muito difícil. Mas, meus pais e irmãos foram lutadores e nos deram o que foi possível: segurança, estudo, bons exemplos e nos conduzindo nos bons caminhos. Somos hoje seis irmãos. O mais velho já é falecido. Somos preocupados uns pelos outros e muito unidos.

DEDICOM - Por que a escolha da Ordem Franciscana?
DOM CÉLIO - Muito por acaso.  Em 1954 um dos primos já havia entrado no Seminário dos Frades Franciscanos, na cidade de Santos Dumont. Meu tio falou com o Frei Joaquim, responsável para encaminhar as crianças ao Seminário. Eu pensava em ser um padre como o meu Pároco, que era um Sacerdote Diocesano, mas os caminhos foram diferentes. No Seminário Franciscano conheci o que seria a Ordem Franciscana pelos estudos e pelo testemunho dos frades franciscanos. Assim começou minha história de seguimento a Jesus Cristo pelos caminhos de São Francisco de Assis.

DEDICOM - Com quantos anos o senhor entrou no seminário? Como foi essa etapa na sua vida?
DOM CÉLIO - Quando comecei minha experiência no Seminário Franciscano iria fazer 10 anos de idade. Naquele tempo era costume que os meninos fossem ao Seminário após ter concluído o 4º ano primário. Eu fui no meio do ano, em julho de 1955, quando então conclui o 4º ano e iniciei o período de mais sete anos no Seminário Menor. Depois foi o início da Vida Religiosa Franciscana com o ano de Noviciado, em 1963. A partir de 1964, mais seis anos com os estudos do Curso de Filosofia e Teologia. Eu fiz minha Profissão Solene na Ordem Franciscana em fevereiro de 1968 e em julho de 1969 recebi o Sacramento da Ordem Presbiteral. Tempos muito marcantes na formação de uma criança que queria ser padre. De um jovem que conheceu o carisma de vida de São Francisco de Assis e que entendeu, já como adulto, o que seria ser um religioso sacerdote a serviço do Reino de Deus. Não tenho como agradecer a Deus por tamanha misericórdia par comigo!

DEDICOM - O senhor tinha desejo de se tornar bispo?
DOM CÉLIO - Ser Bispo não é uma vocação, mas uma missão que recebemos da Igreja. Conhecia meus limites, meus poucos dons pessoais para uma missão tão importante na Igreja. Quando, pois, fui comunicado em um telefonema pelo Cardeal D. Serafim de minha nomeação como bispo para a Diocese de Leopoldina, minha primeira reação foi de choro e de oração.  Agradecia a Deus e lhe implorava suas graças necessárias para assumir com dignidade essa missão e que Ele me desse a graça de ser um bom pastor para o povo onde deveria exercer esta missão.

DEDICOM - Por que a escolha do lema "A cruz é a força de Deus" para o seu bispado?
DOM CÉLIO - Sempre me impressionei com a festa litúrgica do dia meu nascimento, a festa da Exaltação da Santa Cruz. Nos estudos teológicos tive oportunidade de aprofundar a realidade da ação salvadora de Jesus Cristo pelo mistério de sua Paixão e Morte na Cruz. Esta passagem que escolhi é da 1ª carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 1, 18. O título de nossa Província Franciscana de Minas Gerais é Província da Santa Cruz.  Nossas realidades de vitória e de ressurreição passam pela Cruz. Assim foi minha escolha por esta frase temática,A Cruz é Força de Deus!

DEDICOM - Quando o senhor recebeu a notícia de sua nomeação para a Diocese de São João del-Rei, qual foi sua reação?
DOM CÉLIO - No primeiro momento, foi de medo e receio, por conhecer a realidade muito exigente que me esperava. Tive oportunidade de conversar muito com o Sr. Núncio Apostólico sobre isto em Brasília. Acreditava que havia outros bons nomes para realizar a missão. Estava muito bem em Cachoeiro de Itapemirim e deveria mais uma vez me desinstalar. Mas, sempre, como frade e, depois como bispo, procurei obedecer à missão conferida pela Igreja e disse o meu sim com muita consciência de que, obedecendo, Deus abriria os caminhos para que fosse aqui muito feliz, como de fato tenho sido.

DEDICOM - Seja em visita Pastoral, ou festas de comunidade, o senhor mantém um forte contato com toda a Diocese. Há alguma cena, ou manifestação de carinho que tenha te marcado?
DOM CÉLIO - Sempre, aqui como também em Leopoldina e em Cachoeiro de Itapemirim, chamou-me a atenção o carinho do povo, o respeito, a acolhida que manifestam pela pessoa do bispo. Vejo assim que o povo nos quer como pastores, muito próximos de todos, acolhendo a todos sem discriminação. Não saberia especificar momentos especiais, mas sinto que as crianças e os idosos enfermos me encantam muito nos contatos realizados com estes grupos.

DEDICOM - Hoje, como o senhor avalia sua vida e sua caminhada sacerdotal e episcopal?
DOM CÉLIO - Sou agradecido a Deus que me conservou neste caminho. Houve momentos difíceis, seja na vida franciscana e sacerdotal, como também hoje na vida episcopal, a serem enfrentados, que percebi com muita clareza a graça de Deus e a ajuda das pessoas que rezam por nós. "Temos em nossas mãos, como diz São Paulo, a graça de Deus como que conduzida em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós" (2Cor  4, 7).

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Ao nosso querido bispo, pai, pastor, amigo, conselheiro, irmão, ...
Nossos parabéns por essa data especial!

VAMOS REZAR, COM NOSSO PÁROCO PADRE CARLINHOS


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O SANTUARIO DA PADROEIRA DE MINAS GERAIS


O Santuário Nossa Senhora da Piedade,  localizado a 48 km da capital mineira e a 16 km do município de Caeté, é um cenário de riquíssima beleza natural, no alto da montanha, a 1746 metros de altitude. Ideal para a reflexão,  oração e o encontro com Deus, o Santuário que abriga a Padroeira de Minas Gerais é propício para quem busca a tranquilidade e a beleza da natureza.
 Do alto do Santuário, em dias claros, é possível ter uma das mais belas vistas das montanhas de Minas. São 360 graus de panorama, com mil e uma facetas da beleza que só a mãe natureza oferece de maneira tão generosa, inspirando a conduta humana.



Em dias mais frios e nublados, o espetáculo é ainda mais bonito. Do topo da Serra da Piedade descortina-se uma deslumbrante paisagem do verde das matas subindo e descendo montanhas, de onde avista-se também nove cidades: Belo Horizonte, Caeté, Contagem, Lagoa Santa, Nova União, Raposos, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano. 

Os fidalgos portugueses Antônio da Silva Bracarena e Irmão Lourenço, fundador do Colégio do Caraça, chegaram por volta do século XVIII e construíram na Serra da Piedade um rústico eremitério e, ao lado, uma igreja dedicada à Nossa Senhora, Santa pela qual tinham grande devoção. 

Venerada há mais de dois séculos, a Santíssima Virgem Maria foi decretada pelo Papa João XXIII, por meio das Letras Apostólicas "Haeret animia" de 20 de novembro de 1958, Padroeira do Estado de Minas Gerais



Para solenizar fato de tamanha importância, chegou à capital mineira, em 14 de maio do mesmo ano, a imagem que se cultua até hoje na Serra da Piedade.

Em 1956, o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Santuário Nossa Senhora da Piedade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan (processo de nº 526-T-55; Inscrição nº316, Livro Histórico, folha 53; Inscrição nº 16, Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, folha 04, de 26 de setembro de 1956).
O Papa João XXIII proclama Nossa Senhora da Piedade Padroeira do Estado de Minas Gerais, em 1958.

Em 31 de julho de 1960 é realizada na Praça da Liberdade uma festa maravilhosa para a solene consagração do Estado de Minas Gerais a Nossa Senhora da Piedade. Esta consagração valoriza ainda mais o Santuário, consolidado na sua importância e tradição do seu jubileu e suas romarias. O Santuário é elevado à condição de Santuário Estadual de Minas Gerais. Lá está a imagem de Nossa Senhora da Piedade, do século XVIII, de Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho), magnífica e inspiradora, abençoando Minas e seus peregrinos.  

Fatos importantes marcam o ano de 2004: o governador do Estado sanciona a Lei nº 15.178/04, em 16 de junho, que define os limites de conservação da Serra da Piedade - de acordo com diretrizes do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), considerada Área de Proteção Ambiental, em cumprimento do disposto no § 1º. do Art. 84 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de Minas Gerais.
  
O Conjunto Cultural, Arquitetônico, Paisagístico e Natural da Serra da Piedade recebe o Tombamento Municipal pelo Decreto no.2.067/04, de 20 de dezembro de 2004 e  Unidade de Conservação Estadual na categoria Monumento Natural - Constituição do Estado de Minas Gerais/1989, art 84 - lei 15.178/04.
Em dezembro de 2010, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan aprova a extensão de tombamento do conjunto arquitetônico e urbanístico da Serra da Piedade em Minas Gerais.
Com a extensão de tombamento, o polígono de proteção abrange a antiga área tombada pelo Iphan, os tombamentos estadual e municipal, além de garantir a visibilidade do bem, incluindo sua linha de perfil, os recursos hídricos, a biodiversidade e os aspectos cênicos. 
Dois anos depois, em 2012, o Governo de Minas assina um decreto que declara o Santuário Nossa Senhora da Piedade como Atrativo Turístico de Especial Relevância para o Estado. 
http://www.santuarionsdapiedade.org.br/historia.php

DIA DA PADROEIRA DE MINAS GERAIS, NOSSA SENHORA DA PIEDADE

Nossa Senhora da Piedade

Localizada na Ermida do Santuário, a imagem de Nossa Senhora da Piedade, magnífica e inspiradora, abençoa Minas e seus peregrinos. Esculpida em madeira (cedro) no século 18, a imagem é atribuída a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

A representação de Nossa Senhora da Piedade é figurada portando uma auréola de sete estrelas, que simboliza suas sete dores, enfatizadas pela expressão de angústia e tristeza, que geralmente a acompanha.
Milhares de fiéis procuram o Santuário da Padroeira de Minas para “pagar promessas” pelas graças alcançadas por intercessão da Mãe Piedade.

ANGELUS COM O PAPA FRANCISCO - 7 DE SETEMBRO DE 2014

PAPA FRANCISCO
ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo, 7 de Setembro de 2014

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
O Evangelho deste domingo, tirado do capítulo 18 de Mateus, apresenta o tema da correcção fraterna no seio da comunidade dos fiéis: ou seja, como devo corrigir outro cristão, quando ele faz algo que não é bom. Jesus ensina-nos que se o meu irmão cristão comete uma culpa contra mim, quando me ofende, eu devo ter caridade para com ele e, antes de tudo, falar-lhe pessoalmente, explicando-lhe que quanto ele disse ou fez não é bom. E se o irmão não me ouve? Jesus sugere uma intervenção progressiva: primeiro, volta a falar-lhe, com mais duas ou três pessoas, para que esteja mais consciente do erro cometido; se, não obstante isto, ele não aceitar a exortação, é necessário dizê-lo à comunidade; e se ele não ouvir nem sequer a comunidade, é preciso levá-lo a compreender a ruptura e a separação que ele mesmo provocou, faltando à comunhão com os irmãos na fé.
As etapas deste itinerário indicam o esforço que o Senhor pede à sua comunidade para acompanhar quem erra, a fim de que não se perca. Antes de tudo, é necessário evitar o clamor da crónica e a bisbilhotice da comunidade — esta é a primeira coisa que devemos evitar. «Vai e repreende-o, somente entre ti e ele» (v. 15). A atitude é de delicadeza, prudência, humildade e atenção àquele que cometeu uma culpa, evitando que as palavras possam ferir e até matar o irmão. Pois vós sabeis que até as palavras matam! Quando falo mal de alguém, quando faço uma crítica injusta, quando «esfolo» um irmão com a minha língua, isto significa matar a sua reputação. Até as palavras matam! Prestemos atenção a isto. Ao mesmo tempo, esta discrição de lhe falar a sós tem a finalidade de não mortificar inutilmente o pecador. Quando se fala a sós com ele, ninguém se dá conta e tudo acaba. É à luz desta exigência que se compreende também a série sucessiva de intervenções, que prevê a participação de algumas testemunhas e depois até a própria comunidade. A finalidade é ajudar a pessoa a dar-se conta daquilo que cometeu, e que com a sua culpa ofendeu não apenas um indivíduo, mas todos. Mas também tem a finalidade de nos ajudar a libertar-nos da ira ou do rancor, que só fazem mal: aquela amargura do coração que alberga a ira e o rancor, e que nos leva a insultar e a agredir. É muito feio ver sair da boca de um cristão um insulto ou uma agressão. É feio! Compreendestes? Nenhum insulto! Insultar não é cristão. Entendestes? Insultar não é cristão.
Na realidade, diante de Deus somos todos pecadores e necessitados de perdão. Todos. Com efeito, Jesus disse-nos que não devemos julgar. A correcção fraterna é um aspecto do amor e da comunhão que devem reinar no seio da comunidade cristã, é um serviço recíproco que podemos e devemos oferecer uns aos outros. Corrigir os irmãos é um serviço, e só será possível e eficaz se cada um se reconhecer pecador e necessitado do perdão do Senhor. A própria consciência, que me leva a reconhecer o erro cometido por outrem, recorda-me primeiro que eu mesmo errei e erro muitas vezes.
Por isso no início da Missa somos sempre convidados a reconhecer diante do Senhor que somos pecadores, expressando com palavras e com gestos o arrependimento sincero do coração. Dizemos: «Tende piedade de mim, Senhor. Sou pecador! Deus Todo-Poderoso, confesso os meus pecados». E não dizemos: «Senhor, tende piedade daquele ou daquela que está ao meu lado, pois são pecadores». Não! «Tende piedade de mim!». Todos nós somos pecadores e necessitados do perdão do Senhor. É o Espírito Santo que fala ao nosso espírito e nos leva a reconhecer as nossas culpas, à luz da palavra de Jesus. E é o próprio Jesus que convida todos nós, santos e pecadores, à sua mesa congregando-nos das encruzilhadas das estradas, das várias situações de vida (cf. Mt 22, 9-10). E entre as condições que irmanam os participantes na celebração eucarística, duas são fundamentais, duas são as condições para ir bem à Missa: todos nós somos pecadores; e a todos Deus concede a sua misericórdia. Trata-se de duas condições que abrem de par em par a porta para entrarmos bem na Missa. Devemos recordar sempre isto, antes de ir ter com o irmão para a correcção fraterna.
Peçamos tudo isto por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, que amanhã celebraremos na memória litúrgica da sua Natividade!

Depois do Angelus
Durante estes últimos dias foram dados passos significativos na busca de uma trégua nas regiões atingidas pelo conflito na Ucrânia oriental, embora eu tenha ouvido hoje notícias pouco confortadoras. No entanto, faço votos a fim de que eles possam dar alívio à população e contribuir para os esforços em prol de uma paz duradoura. Oremos para que, na lógica do encontro, o diálogo encetado possa continuar e produzir os frutos almejados. Maria, Rainha da Paz, intercede por nós!
Além disso, uno a minha voz à dos Bispos do Lesoto, que lançaram um apelo a favor da paz no seu país. Condeno todos os gestos de violência e peço ao Senhor para que no Reino do Lesoto seja restabelecida a paz na justiça e na fraternidade.
Este domingo um grupo de cerca de trinta voluntários da Cruz Vermelha Italiana parte para a região de Dohuk, nos arredores de Erbil no Iraque, onde se concentraram dezenas de milhares de deslocados iraquianos. Manifestando o meu apreço sincero por esta obra generosa e concreta, concedo a bênção a todos eles e às pessoas que procuram ajudar consistentemente os nossos irmãos perseguidos e oprimidos. O Senhor vos abençoe!
Saúdo todos os peregrinos provenientes da Itália e de vários países, de maneira particular o grupo de brasileiros.
Dirijo uma saudação cordial ao Cardeal Arcebispo de Lima e aos seus diocesanos, que hoje inauguram o XX Sínodo da Arquidiocese de Lima. O Senhor vos acompanhe ao longo deste caminho de fé, de comunidade e de crescimento.
E recordai-vos que amanhã — como eu já disse — se celebra a memória litúrgica da Natividade de Nossa Senhora. Seria o seu aniversário! E o que fazemos quando a nossa mãe celebra o seu aniversário? Saudamo-la, transmitimos-lhe as nossas felicitações... Portanto amanhã recordai-vos, de manhã cedo, do vosso coração e com os vossos lábios, de saudar Nossa Senhora e de lhe dizer: «Muitos parabéns!». E de lhe recitar uma Ave-Maria, que brote do vosso coração de filho e de filha. Recordai-vos bem disto!
Peço a todos vós, por favor, que rezeis por mim. Desejo-vos feliz domingo e bom almoço.

sábado, 13 de setembro de 2014

A FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - 14 DE SETEMBRO

Nos reunimos com todos os santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso : “Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos ” (I Cor 1,23).
Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus. A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio.
Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos: “Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada”. “Viva Jesus! Viva a Santa Cruz!”
Santa Cruz, sede a nossa salvação!

EVANGELHO DO DOMINGO - EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - REFLEXÃO COM DOM CÉLIO


Anúncio do Evangelho (Jo 3,13-17)
 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

Glória a vós, Senhor!
 
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.
16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.




Solenidade da Exaltação da Santa Cruz.
Escrito por Diocese   
Sex, 12 de Setembro de 2014 14:30
imagens_109201494911Evangelho Jo 3, 13-17
“Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.
(Jo 3, 17)
A solenidade de hoje celebrada em nossa Igreja destaca a importância da Cruz do Senhor Jesus. Ela é exaltada, ela se destaca no contexto do Mistério da Salvação, por se tornar o sinal visível do amor de Jesus Cristo por nós. Todas as três leituras evidenciam o poder da cruz: na primeira leitura a cruz está presente no simbolismo da serpente de bronze que Moisés manda levantar no deserto, para ser sinal de vida aos que haviam sido ofendidos pelas serpentes. Na carta aos Filipenses há a lição profunda que o Salvador deixa para toda a humanidade, ao se rebaixar, torna-se humilde e obediente até a morte de cruz para nos dar a vida. Na conversa de Jesus com Nicodemos, no evangelho de João, é o próprio Jesus confirmando que sua morte na cruz seria para a salvação e não para a condenação do mundo.

Deus é glorificado na maneira como seu Filho Jesus deu a vida por amor a nós. Por isso devemos levar à prática de nossa vida cristã esta proposta que o próprio Jesus deixou muitas vezes no coração dos que o ouviram e que ressoa hoje também para nós: “E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim” (Mt 10, 38). Não devemos enxergar a cruz com desprezo ou com medo, mas procurar compreender o mistério do amor de Deus que se revelou na cruz.

Por isso a cruz será sempre a força e a glória de Deus, como também um sinal expressivo para o mundo em que hoje vivemos. Percebe-se que no contexto secularizado em que hoje vivemos, há pessoas que têm medo da cruz de Jesus Cristo. Querem que ela seja retirada de locais públicos, alegando que nosso mundo não precisa mais deste sinal! Quando se tira este sinal, que  então nós, cristãos, sejamos sinais vivos do amor de Deus por onde estivermos. Levá-la em nosso peito, trazê-la em nossas casas, deverá ser sempre um sinal vivo de que a amamos e queremos também viver sua lição de vida.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano. 

VAMOS REZAR, COM NOSSO PÁROCO PADRE CARLINHOS


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

DIA DA NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA


Hoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta “casa”, que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo.
Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.
De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.
Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.
Nossa Senhora, rogai por nós!

VAMOS REZAR - COM PADRE CARLINHOS, NOSSO PÁROCO


sábado, 6 de setembro de 2014

EVANGELHO DO DOMINGO - X X I I I Domingo do Tempo Comum

Anúncio do Evangelho (Mt 18,15-20)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 15“Se o t
eu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas.
17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como um pagão ou um pecador público.
18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.
19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.

Palavra da Salvação!
Glória a Vós Senhor!

REFLEXÃO DO BISPO DIOCESANO Dom Célio de Oliveria Goulart
23º Domingo do Tempo Comum
Escrito por Diocese   
Sex, 05 de Setembro de 2014 10:43
28_eventos-0081Evangelho Mt 18, 15-20.
“Se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus”.
(Mt 23, 19)
A passagem do evangelho proclamado do domingo nos ajuda a entender a dimensão eclesial do nosso ser cristão. Em seus ensinamentos Jesus Cristo mostrou claramente que seus seguidores deverão formar uma comunidade de vida. Na comunidade de vida podemos pensar diferente, mas nunca podemos ficar divididos e para isso temos a correção fraterna ou a prática da reconciliação no sacramento da confissão. Ao cometer uma falta, o irmão deve ser levado a fazer sua correção; caso ele permaneça de coração fechado, que se faça a correção fraterna com a presença de testemunhas; caso ele não se reconheça ainda em se abrir à vivência de amor na comunidade, deverá ser excluído da comunidade.

A prática penitencial da Igreja nos primeiros tempos testemunha a grande seriedade e coerência no esforço da conversão. O pecador só encontra o perdão de Deus na redescoberta de sua misericórdia atuando na Igreja, especialmente quando a comunidade se reúne para a celebração eucarística, onde se evidencia a redenção adquirida por nós pelo gesto de Jesus Cristo que, por amor, deixou-se morrer crucificado. E sua morte é a visualização da misericórdia infinita de Deus Pai por nós. Por que então ficarmos presos a pequenas coisas que demonstram nosso egoísmo, nosso orgulho, nossa vaidade? O testemunho mais forte que podemos dar ao mundo de hoje é a vida em comunidade. Somos diferentes, mas saibamos nos perdoar e nos amar na prática do amor fraterno e na vivência apostólica em nossas Pastorais e Movimentos.

Neste mês da Bíblia, a Igreja nos propõe conhecer melhor o conteúdo do texto do evangelho de São Mateus. Seria bom que em cada dia lêsemos alguns trechos deste evangelista. Ao início do evangelho em nossas Bíblias há uma explicação da origem e formação do texto de São Mateus. Ler esta explicação nos ajuda a entender que Mateus escreve seu evangelho para nos mostrar de modo muito catequético que Jesus é o Mestre, o modelo do mestre cristão.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano
 

BOM DIA, VAMOS REZAR ... COM NOSSO PÁROCO PADRE CARLINHOS


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

MÊS DA BIBLÍA

Neste mês da Biblía contaremos com postagens e artigos especiais refletindo sobre o tema, escritas diretamente pelo nosso Pároco Padre Carlinhos e ainda artigos redigidos pelos novos membros da PASCOM da nossa Paróquia ...


DIOCESE - Encontro reúne dezenas de sacerdotes da Congregação do Sagrado Coração de Jesus em Lavras

48 padres se reúnem para Capítulo Provincial da Congregação do Sagrado Coração de Jesus
Escrito por Diocese   
Qui, 04 de Setembro de 2014 10:54
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Nesta semana, 48 padres da Congregação do Sagrado Coração de Jesus estão reunidos no Recanto, a casa de retiros da cidade de Lavras, para participar do Capítulo Provincial da Congregação, com o presidente Superior Provincial, padre Mariano Weizenmann.
Com o tema: “Comunidade, lugar do cuidado; como símbolo, o ícone do lava pés” e lema: “Dei o exemplo, se você compreender e praticar será feliz!”, o encontro também celebra os 70 anos da criação do Seminário Dehonista em Lavras e os 90 anos da presença Dehoniana na cidade cidade.
Com o periódico de 3 anos, esta reunião tem como objetivo discutir a vida da província BSP ( Brasil/São Paulo), além de aprovar projetos e prever obras.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

MEMÓRIA - O CEMITÉRIO DE INGAÍ, Relembrando algumas postagens espalhadas pelas páginas do nosso blog

A HISTÓRIA DOS CEMITÉRIOS NO BRASIL

No século XIX eram muitos os problemas graves e urgentes enfrentados pelas cidades. O aspecto sanitário era um deles, como a precariedade dos hospitais, a não existência de cemitérios, os enterros, as prisões, etc.
Naquele tempo era costume se enterrar os mortos nas igrejas. Mas isso apresentava graves inconvenientes sanitários, sobretudo nas cidades onde a população crescia e assim diminuía a oferta disponível de sepulturas.
Nas igrejas, nos conventos e nas capelas particulares, sepultavam-se os mortos da nobreza rural e da burguesia urbana. Não se usava caixões e o defunto era envolto numa mortalha e conduzido em uma padiola. Havia dois horários para os enterros, pela manhã e à tarde, e durante esses horários diariamente as igrejas tocavam os sinos com o dobre continuado e monótono de finados, o que provocava mal estar e reclamação da população,
Também no século passado, os recifences adotavam extenso e espalhafatoso cerimonial nos sepultamentos. Era costume enterros à noite, unicamente porque esse horário possibilitava uma encenação bem mais dramática do que seria possível de dia. O objetivo maior desse ritual era chamar atenção dos vivos para a riqueza do morto. Quanto mais rico o defunto, mais aparato e fausto. O enterro era feito em forma de procissão, tudo em meio a tochas e archotes acessos e os acompanhantes faziam recitações em voz alta. Nunca se via um enterro de dia, porque a noite permitia uma grande ostentação.
Mas essa ostentação não tinha nada a ver com os aspectos sanitários dos enterros, pois os mortos eram colocados em catacumbas dentro das igrejas, as quais na maioria das vezes só era fechada dias depois. Não havia também,prazo determinado para se ficar com o defunto em casa e assim era comum que os mortos exalassem muito mau cheiro. As vezes os defuntos chegavam a tal estado de decomposição que dos corpos "dos cadáveres escorriam líquidos corrompidos que vão caindo por todo o caminho".
Apesar dos grandes males sanitários que os sepultamentos nas igrejas provocavam , o preconceito para enterrar mortos em cemitérios construídos só para tal fim, era muito grande, tanto entre a população como entre os religiosos.
As paredes das sepulturas das igrejas não apresentavam dimensões adequadas à vedação completa das catacumbas, o que deixava passar sempre o mau cheiro e as pessoas não podiam ficar muito tempo nos templos. As irmandades religiosas eram apontadas como as principais causadoras desse mal e os vizinhos das igrejas eram os que mais sofriam.
Se fosse em época de alguma epidemia, quando o número de mortos era maior, sepultava-se um ou dois corpos na mesma catacumba ou retiravam-se os corpos antes que passasse o tempo necessário para decomposição do cadáver.
As catacumbas deixavam passar assim um mau cheiro infecto "que pode influir bastante sobre a saúde pública, além do que nem sempre são fechados logo... e os cadáveres passam toda a noite expostos ao ar, já estando em um ponto elevadíssimo de putrefação e mais ainda... depois de abertas para receberem outros cadáveres", reclamava o médico Joaquim de Aquino Fonseca.
O mau cheiro era tão terrível que as vezes famílias que iam muito cedo a missa, não podiam nem entrar na igreja!
O defunto era conduzido no caixão envolto em uma mortalha e transferido 'sem caixão' diretamente para a sepultura. A população usava caixões alugados que serviam a enormes quantidades de corpos e "nem mesmo quem o vai buscar lembra-se que pode trazer para sua casa um germem destruidor, porque pode muito ter ele servido a algum indivíduo morto de afecção contagiosa e daí, desenvolver-se a mesma infecção nos indivíduos da família. Esses caixões de aluguel, são forrados de panos, neles passam corpos muitas horas em estado avançado de corrupção, de sorte que é impossível que todos esses panos não se achem impregnados dos líquidos corruptos provenientes dos cadáveres... ninguém indaga se o caixão que aluga serviu na véspera, a algum morto de varíola ou de qualquer epidemia".
As próprias irmandades religiosas é que se encarregavam do aluguel dos caixões. Havia muitas delas, de brancos, de negros, de mulatos e pardos.
As sepulturas, além do mais, estragavam muito as igrejas, sobretudo em tempos de surtos epidêmicos, quando se acendiam fogueiras dentro delas. Destruíam os pisos, os retábulos, as talhas de madeira, as pinturas dos tetos e as imagens.
A questão do mau cheiro, além do incômodo que causava, era, levada muito mais a sério, era uma questão comprometedora e assustadora, pois até o século XIX a própria medicina considerava que a principal fonte de contágio de doenças ocorria através do ar, o qual disseminava as emanações provenientes do solo e da água por toda parte. Essas emanações, esses cheiros, eram chamados de miasmas, era a teoria da origem miasmática das doenças epidêmicas, que era universalmente reconhecida e aceita por todos os médicos. O ar era assim, o principal propagador das doenças. O mau cheiro era assim, uma terrível ameaça.
A construção de cemitérios públicos no século XIX era inovação urbana recente. Consequência do surgimento da cidade industrial, que acelerou a urbanização de forma descontrolada. Repentinamente os gestores da higiene e da salubridade públicas tiveram que medicalizar as cidades e promover a remodelação do espaço urbano.
Vale a pena lembrar que a palavra cemitério, em sua origem latina, designava a parte exterior da igreja, isto é, o adro ou atrium, que é a área externa na frente da igreja. Primitivamente, o próprio conceito de igreja era também muito mais abrangente e igreja significava não só seu interior mas, todos os espaços ao redor. Pouco a pouco esse conceito de igreja-cemitério como coisa única, foi se modificando e na segunda metade do século XIX esses dois conceitos já significavam construções diferentes.
O surgimento dos cemitérios foi consequência direta da insalubridade das cidades: "a individualização do cadáver, do caixão e do túmulo aparece no final do século XIII, não por razões religiosas de respeito ao cadáver, mas por razões político sanitárias de respeito aos vivos. Para que os vivos estejam ao abrigo da influência nefasta dos mortos... Não era uma idéia cristã, mas médica, política".
Mesmo depois de construídos cemitérios, havia ainda um problema de preconceito e discriminação com que não era católico. Nas igrejas só eram sepultados os católicos.
Quando em 1802 faleceu no Recife o inglês Daniel Savage, enterraram-no, por ordem do presidente da província, no fosso da Fortaleza do Brum.
Mesmo depois da assinatura do tratado de Abertura dos Portos em 1808 não havia lugares "decentes" para se enterrar estrangeiros e só em 1811 foram determinados terrenos para servir de cemitério aos estrangeiros no Rio de Janeiro e na Bahia. Em Pernambuco, o terreno para um Cemitério dos Ingleses foi escolhido em 1814, pelo presidente da província, no lugar chamado Santo Amaro. Assim é que, este Cemitério, construído para servir de cemitério, foi o primeiro do Recife.
Só na década de 1850 é que se construiu um cemitério público para os pernambucanos. Há algumas dúvidas quanto a autoria do projeto dele. Se é do engenheiro francês Louis Léger Vauthier ou do engenheiro pernambucano José Mamede Alves Ferreira. Em 1851 iniciam-se as obras para construí-lo, e sua inauguração ocorre no dia 1º de março. Foi chamado de cemitério do Senhor Bom Jesus da Redenção de Santo Amaro.
Alguns historiadores de arte referem que este campo santo ,com seu paisagismo geometrizado, com linhas radiais e sessões poligonais, têm uma concepção que garantiu o predomínio da paisagem sobre o túmulo.
Este cemitério pernambucano foi o 1º de todo Império, e comparava-se aos melhores da Europa. Com o passar do tempo, o Campo Santo de Santo Amaro transforma-se até em lugar de encontros chiques das dondocas recifenses.
Mas não foi fácil a população aceitar o cemitério. A epidemia de febre amarela que se iniciou em 1849 e estendeu-se por alguns provocou o uso sistemático do mesmo. Depois, em 1856, com a epidemia do Cólera Morbus, que chegou a matar mais de 100 pessoas por dia, no Recife o cemitério foi definitivamente incorporado à vida dos pernambucanos.
Fonte: www.ars.com.br/projetos/ibrasil/1999
Igreja de São Francisco e cemitério em São João del Rei

O tempo passou, a sociedade mudou sua forma de pensar e os cemitérios se tornaram um local de respeito e reconhecidos dentro de uma cidade como um local fundamental para serem realizados os sepultamentos dos corpos de seus habitantes.

Em São João del Rei por exemplo, a sede do nosso bispado, uma cidade histórica, construída nos idos da colonização do Brasil, na época do auge da exploração do ouro e das riquezas minerais e que foi uma das principais vilas do Estado de Minas Gerais, chegando a ter sido até Capital do nosso estado, existe um cemitério todo requintado, anexo à Igreja de São Francisco de Assis, onde eram sepultados os nobres da época, além dos padres que viviam e trabalhavam naquela ordem religiosa.

Um dos grandes nomes da política Brasileira está sepultado no Cemitério da Igreja de São Francisco de Assis, o ex presidente da republica, Tancredo de Almeida Neves.Seu tumulo é um dos mais visitados em São João del Rei.

Também em São João del Rei, como em todas as grandes cidades católicas, era comum que os religiosos fossem sepultados dentro das igrejas.
Catedral do Pillar onde em seu interior está sepultado dom Delfim

Nosso primeiro bispo diocesano, dom Delfim Ribeiro Guedes, que morreu em maio de 1985 teve seu corpo sepultado no interior da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pillar.

Outro caso mais recente de um sacerdote que morreu e foi sepultado em um local diferente de um cemitério foi o Padre Israel Batista de Carvalho, que trabalhava como vigário na Paróquia Sant'Ana de Lavras e faleceu em 2011; ele foi sepultado na Fazenda Senhor Jesus, uma Casa de Recuperação por ele fundada.Alguns meses depois de seu sepultamento a paróquia construiu uma capela para abrigar sua sepultura.
 O cemitério de Ingaí, que funciona atualmente, segundo o então pároco Padre Leandro, sobre os cuidados e propriedade da Paróquia de São Sebastião e São João Batista, é bem antigo, foi construído provavelmente há 122 anos atrás, quando alguns moradores do Arraial da Ponte, liderados pelo Capitão Francisco Pinto de Resende e orientados pelo Padre Inacio Franco Torres, se mudaram da antiga localidade e fundaram o novo povoado de Aliança no lugar atual.O portão de entrada do cemitério data de 1899, no entanto são 113 anos que eles foram fabricados, porém existem algumas lápides com alguns anos há mais dentro do campo santo.

As sepulturas mais antigas existentes no cemitério são de um formato bem diferente de como costumam ser construídas hoje em dia.Há alguns mausoléus que provavelmente foram trazidos do cemitério da Ponte.Também ainda existem muitas sepulturas que foram e ainda são feitas direto no puro chão, onde é feito apenas uma cova com os tradicionais e famosos sete palmos de fundura e depois do sepultamento o caixão é coberto de terra.


Especialistas no assunto estimam que aproximadamente de sete a oito mil corpos já tenham sido sepultados naquele local, entre crianças, jovens, adultos e idosos, homens e mulheres; gente de Ingaí e região.Observando os relatos históricos que apontam nossa região como uma importante localidade no final do século XIX e início do século XX, também considerando o quanto a antiga vila de Paulo Freitas, as regiões da Vargem Grande, Bocaina, Campestre, Fazenda da Barra, Palmital do Cervo e das Fazendas do Quirino e da Fortaleza foram movimentadas, devido à grande pecuária, agricultura e produção de leite que aconteciam, esse numero realmente é consideravel como certo, podendo ser até superior.Pela história local de Ingaí, acreditamos que pelo menos três gerações dos nossos antepassados estão sepultadas no nosso cemitério.

O Espaço é bem pequeno, aproximadamente umas 2 quadras de futsal.

Com esses dados da pra se imaginar o quanto, infelizmente, "a casa dos mortos" da nossa cidade está defasada e nessecitada de ajuda.Uma ampliação do cemitério é mais que urgente.

A obra de ampliação do cemitério já foi iniciada, uma outra área do lado do cemitério antigo já foi cercada por um muro, muito bem construído por sinal, no tempo que a Paróquia era administrada pelo então padre Janilto e pelo Padre Odair José, mas depois nada mais foi feito.O mato tomou conta do local que segue inutilizado para seu devido fim.

Padre Leandro Geraldo Magela, então pároco disse à PASCOM que um projeto de reforma do cemitério de Ingaí já foi apresentado à Prefeitura Municipal e ainda não foi colocado em prática devido à falta de recursos.

Também é bem provável que a área onde funcionava o Destacamento de Polícia da cidade seja reaproveitada em beneficio do cemitério, onde seria, segundo fontes de dentro da igreja, construído o velório Municipal, porém não conseguimos confirmar esta hipótese.

Percebe-se como sempre foi, que a solidariedade do povo de Deus, católicos ou não de Ingaí e região, seria a provável solução para o nosso abandonado cemitério.Lembremos que um dia, cedo ou tarde, muitos de nós, quase todos seremos levados para aquele local.
Texto e fotos: professor Vinícius Ferreira de Miranda