domingo, 19 de janeiro de 2014

CURIOSIDADE - PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA QUE UMA IMAGEM DIFERENTE DA DE SÃO SEBASTIÃO OCUPA O TRONO PRINCIPAL DO ALTAR MOR



Adultos ou jovens, crianças ou idosos, ingaienses ou não; em fim, todos que entrarem na nossa Igreja Matriz de São Sebastião e São João Batista de Ingaí nos próximos dias, até por volta do dia 20 de Janeiro, irão se deparar com uma cena inédita na história da nossa igreja. 

Pela primeira vez, desde que a igreja foi concluída e inaugurada em 22 de Junho de 1950, uma imagem que não seja a de São Sebastião ocupa o trono do padroeiro principal.

Em virtude da Festa do Padroeiro São Sebastião nesse ano de 2014, a primitiva imagem de São Sebastião foi colocada em destaque para orações da novena e para a procissão do dia solene do santo. Substituindo a no oratório principal do Altar Mor da Igreja, foi colocada a Imagem, também primitiva de São João Batista, o outro Santo Padroeiro da nossa cidade.

Todo respeito e tradição a ambos os padroeiros segue mantida e essa substituição provavelmente é apenas estética.

__________RECORDANDO______________________________________



A fé em São Sebastião 


" A NOSSA CIDADE ACREDITA NA FÉ DEMONSTRADA POR SÃO SEBASTIÃO, NO ALTAR DA IGREJA MATRIZ UMA IMAGEM SOFRIDA RELEMBRA A CONDENAÇÃO"




São Sebastião sempre foi reverenciado como padroeiro de Ingaí, desde os tempos do antigo "Arraial da ponte".
Depois da mudança do povoado de lugar, o santo permaneceu como padroeiro da capela.


 
Esta é a imponente e primitiva imagem do padroeiro.
No início deste século, depois de uma audaciosa campanha do vigário paroquial Padre Clayton Nogueira, a imagem que estava sendo destruída por cupins passou por uma restauração completa.
__A ELEVAÇÃO DE SÃO JOÃO BATISTA A PADROEIRO DE INGAÍ__



No mês de Junho de 2011, atento à devoção que o povo de Ingaí sempre manifestou pelo glorioso São João Batista, nosso pároco Padre Leandro entrou com um pedido na curia diocesana, junto ào senhor bispo, no intuito de que São João Batista fosse elevado ào título de padroeiro principal da paróquia ào lado de São Sebastião e o bispo diocesano dom Célio de Oliveira Goulart-ofm atendeu ào pedido do padre e na noite do dia 18 de junho de 2011, em uma histórica celebração, foi oficializada a nova denominação da paróquia de Ingaí, "Paróquia de São Sebastião e São João Batista de Ingaí" .

 ____A CONSTRUÇÃO DA IGREJA MATRIZ___
 
Participaram da construção da matriz: os homens da cidade; lideraram a obra: os senhores João Francisco( João da alta), Luiz Antônio Furtado, Sebastião Rita da Silva e o pedreiro, que veio de Lavras, era o José Lucio de Moraes.Padre Bernardo era o pároco e o sacristão era o senhor Antônio Teodoro.
Dois anos depois, em 1944, Padre Bernardo celebrou a primeira missa na nova igreja, ainda sem portas e janelas, sem reboco e o chão era de terra batida.

Padre Marino Antônio
+Padre Marino Antonio
No domingo 22 de junho de 1950 o +Padre Marino Antonio Knoff(scj) celebrou a benção da nova igreja, um dia festivo, a nova matriz estava pronta.A festa da fogueira daquele ano teve esta alegria especial.
TEXTO: Professor Vinícius
FOTOS: Brazilissa Maria/ arquivo do blog 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Bendito aquele que se encontra na Tua santíssima vontade Ao qual a morte não fará mal

Foi morar junto de Deus um Homem Bom,  Padre Luís ...

Amigo da juventude, animado sacerdote passou pela nossa Paróquia nos anos de 2008 e 2009, vindo de longe, do Rio de Janeiro; ordenado aqui na diocese, pelas mãos de dom Waldemar, na Paróquia de São José Operário, da cidade de São João Del Rei.

Tinha um jeito diferente de celebrar, de andar pela cidade, de conviver com todas as pessoas, inclusive os marginalizados. Era acolhedor, simples e amigo de todos, assim como Jesus Cristo sempre o Foi.

Gostava de Rock, mas sempre manteve um profundo respeito pela igreja da qual ele era embaixador e representante. Fez algumas apresentações musicais para alegrar as festas dos padroeiros e ajudar na manutenção da igreja e dos eventos.

O tempo passou, ele voltou para o Rio de Janeiro e continuou sua missão em uma nova Comunidade Paroquial.


Com saúde debilitada há algum tempo, sempre o Padre Luís se manteve alegre e feliz em sua vocação sacerdotal ... 

Hoje nos chega a lamentável notícia de sua morte corporal, mas lembremo-nos das palavras de São Francisco de Assis, do qual Padre Luís era grande admirador: "Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã a morte corporal
Da qual nenhum vivente pode escapar
Bendito aquele que se encontra na Tua santíssima vontade
Ao qual a morte não fará mal

Louvai e bendizei o meu Senhor
Agradeça e sirva com grande humildade
Louvai e bendizei o meu Senhor"







NOTA DE FALECIMENTO - MORRE NOSSO EX PÁROCO PADRE LUIZ GONZAGA RIZZO

Morre no Rio de Janeiro padre ordenado em SJDR
Qua, 08 de Janeiro de 2014 10:30
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Faleceu na madrugada desta quarta-feira, 8, na cidade do Rio de Janeiro, o padre Luiz Gonzaga da Silva Rizzo, 42 anos. Por telefone, em entrevista ao Site da Diocese de São João del-Rei (MG), padre Omar Raposo, amigo do sacerdote, informou que padre Luiz Gonzaga foi vítima de uma hemorragia aguda, após ter sido internado às pressas no Hospital Santa Maria Madalena, na Ilha do Governador.
Padre Luiz Gonzaga pertencia a Fraternidade Sacerdotal Jesus Luz do Mundo. Foi ordenado padreDSC05734 pelas mãos de Dom Waldemar Chaves de Araújo, no ano de 2007, em celebração realizada na Paróquia São José Operário, bairro do Tijuco, em São João del-Rei. Em 2008, trabalhou como pároco na Paróquia de 7-7-7-7-7_034São Sebastião e São João Batista, em Ingaí, Diocese de São João del-Rei. Há alguns anos, o sacerdote, também conhecido por sua paixão ao rock evangelizador, fora transferido para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, onde veio a falecer nesta madrugada.
O corpo será velado na Igreja de São Pedro, bairro Rio Comprido, ao lado do Seminário São José, na capital carioca. Logo mais, nesta mesma igreja, o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, preside a missa de corpo presente. A previsão é a de que o sepultamento seja realizado na manhã da quinta-feira, 9, no Cemitério do Caju. Desde já, o clero e leigos da Diocese de São João del-Rei (MG) expressam seus sentimentos e orações aos familiares e demais amigos do padre Luiz Gonzaga Rizzo. 

fonte: www.diocesedesaojoaodelrei.com.br

MEMÓRIA - PADRE LUÍS

Pe.Luís Gonzaga da Silva Rizzo 

 

"O PADRE ROCKEIRO - Padre Luís já gravou dois cd´s e já esteve com grandes nomes da musica nacional como Hebert Viana, Renato Ru//o, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá da Legião Urbana, que tiveram uma crítica muito boa de seu trabalho." 



Em Setembro de 2008, quem assume a Paróquia de Ingaí, no lugar de padre Gelson, foi o Padre Luís Gonzaga, ordenado sacerdote pelas mãos de dom Waldemar Chaves de Araujo, em meados de 2007, na Matriz de São José Operário no bairro do tijuco em São João del Rei.
Padre Luís Gonzaga, é um carioca, rockeiro e musico.
No dia 20 de Dezembro de 2008, ele que já estava trabalhando na paróquia, recebe das mãos de Dom Waldemar as chaves da Igreja e o cargo oficial de pároco, assina o termo de compromisso de ocupar esta função de pastor das ovelhas de Ingaí, os fiéis pelo período de 5 anos .
Padre Francisco também agora deixa de ser vigário em Ingaí.
O PADRE é ROCKEIRO - para ajudar a custear as obras da igreja o Padre faz grandes shows musicais
No intuito de arrecadar fundos para a Igreja de Ingaí, ele tem feito vários trabalhos ligados à musica, como shows e a venda de CDs, revertendo todos os lucros para as obras Paroquiais.
"Padre Luis ja gravou dois cd´s e já esteve com grandes nomes da musica nacional como Hebert Viana, Renato Ru//o, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá da Legião Urbana, que tiveram uma crítica muito boa de seu trabalho."

 

 

 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Monsenhor Waldyr celebra missa em Ingaí - 14/11/2013

No fim da tarde da  quinta feira 14 de Novembro de 2013, nossa comunidade Paroquial de Ingaí recebeu a ilustre presença do nosso "eterno pároco Emérito", Monsenhor Waldyr Henrique Mancini.
O sacerdote, atualmente vigário paroquial da Paróquia de NSra. do Carmo de Luminárias foi Padre de Ingaí por mais de 50 anos, quando éramos comunidade filial da Matriz de Luminárias e também por quatro anos após a oficialização da Paróquia São Sebastião de Ingaí.
Monsenhor celebrou na nossa igreja nesta ocasião, a missa que marca 1 ano do falecimento do saudoso Senhor Heitor Miranda, grande colaborador dos serviços pastorais em nossa comunidade por várias décadas.Senhor Heitor era o responsável pelas brasas que alimentavam o turíbulo nas celebrações especiais que haviam queima de incenso.
Monsenhor Waldyr tem prestado grande assistência e apoio ao administrador paroquial de Ingaí, Padre Carlinhos, que também desempenha a função de vigário paroquial na Paróquia Sant'Ana de Lavras.
Para os paroquianos de Ingaí é sempre uma alegria muito grande recebe-lo em nossa comunidade que o tem como um verdadeiro amigo e membro da família.
A próxima celebração que está prevista para ele presidir em Ingaí acontecerá durante a festa da Padroeira da Comunidade da Vista Alegre, Nossa Senhora da Conceição que acontecerá nos primeiros dias do próximo mês, início de Dezembro.
fotos: Brazilissa Maria, texto:Professor Vinícius

segunda-feira, 29 de julho de 2013

SIMPLICIDADE E HUMILDADE ...

RECORDANDO AQUELA PRECE POR SIMPLICIDADE FEITA NO PRIMEIRO DIA DO ANO, NA MENSAGEM DE ANO NOVO DO BLOG DA PARÓQUIA DE INGAÍ...

domingo, 14 de julho de 2013

E O TEMPO PASSOU ... VOLTAM A INGAÍ OS PADRES DEHONIANOS



Padre Carlinhos


Padre Ildefonso (destaque)
Há pouco mais de um mês e meio, nossa Paróquia de Ingaí é administrada por um novo sacerdote,  Padre Carlos Paris SCJ, Padre Carlinhos como é conhecido.

Há quase seis décadas atrás, em 1955 o último padre Dehoniano a atender a paróquia de Ingaí nesta função entregava o timão da barca ao Padre Waldyr, foi o Padre Ildefonso Béu, muito lembrado pelos antigos paroquianos da nossa cidade. Padre Ildefonso foi pra Belo Horizonte, onde fundou uma comunidade que se tornou um importante bairro da capital mineira, o bairro da Sagrada Família. O sacerdote já morreu faz tempo, em 31 de março de 1989...
Padre Silvestre - década de 50
Padre Silvestre Recentemente

Antes dele também teve o Padre Silvestre Muller, esse ainda vive, mora na casa paroquial de Sant'Ana de Lavras, onde goza de merecido repouso, depois de longa vida sacerdotal, vivida com muita caridade e dedicação à comunidade lavrense e às cidades circunvizinhas. Padre Silvestre também sempre será lembrado pelo povo, pois segundo relatos, era um padre de enorme coração, que cuidava com carinho dos pobres e doentes da cidade. Foi coadjuvante do "Milagre de Padre Dehon" que foi o fundador da Congregação do Sagrado Coração de Jesus; esse misterioso acontecimento abriu o processo de canonização do "Santo" .
Padre Marino Antônio - Abençoou e inaugurou a Matriz
 Outros Padre Dehonistas se destacaram em nossa comunidade, principalmente o Padre Frederico Bangder que em 1931 fez a promessa de construir todos os anos uma fogueira em honra de São João Batista, quando um raio destruiu a capela do povoado e o Padre Marino Antônio Knoff SCJ, que em 1950 abençou a nossa atual Igreja Matriz...


O trabalho de Padre Carlinhos em nossa comunidade já tem sido bastante profícuo e o povo tem demonstrado grande satisfação com o novo vigário; roguemos a Deus que dê muita luz em sua caminhada à frente do seu rebanho e que com sua simplicidade e tão grande carisma ele continue essa bela evangelização que vem realizando. Que ele possa também trazer de volta para caminhar junto dele, nosso saudoso, "Pároco emérito" ( assim carinhosamente chamado por dom Waldemar) Monsenhor Waldyr, que foi quem recebeu das mãos dos Dehonistas, naquele tempo passado a nossa comunidade e com tanto carinho e atenção guiou por mais de 50 anos...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

FOGUEIRA DE 2013


Mais uma vez, como acontece há 81 anos, foi queimada na noite do dia 23 para 24 de junho a Fogueira de São João Batista de Ingaí.

A fogueira é queimada em cumprimento a uma promessa feita pelo Padre Frederico Bangder SCJ e pelo povo de Ingaí em 1931 quando uma descarga elétrica caiu sobre a Igreja Matriz do Povoado e a destruiu.

Antes da grande noite uma novena foi celebrada como manda a tradição, em honra ao Santo que batizou Jesus, São João Batista, nosso segundo padroeiro. A novena foi aberta pelo nosso bispo diocesano dom Célio de Oliveira Goulart ofm, no dia 14 de junho.

Essa foi a primeira Festa do Padroeiro realizada pelo novo Administrador Paroquial Padre Carlinhos, que foi  designado à função no final do mês passado.

Antes da fogueira foi celebradauma missa na Igreja Matriz de São Sebastião e São João Batista. A Igreja estava toda enfeitada, haviam muitos fiéis devotos de São João Batista prestando homenagens ao glorioso santo, com sua presença e sua fé. Ao final da missa uma Solene procissão levou a tradicional e preciosa imagem de São João Batista até a fogueira, que foi abençoada pelo Padre. Após a benção uma bela queima de fogos de artificio e por fim foi acesa a imponente fogueira, que queimou a noite toda. Há de se destacar a importância que o novo Administrador da Paróquia deu à valorização da história e da tradição da nossa igreja; durante a procissão ele pediu que fosse levada, por um neto do morador da casa que também foi atingida pelo raio em 1931, a única tábua que restou da igreja, uma relíquia onde ainda há resquícios do incêndio e também há um quadro de São Sebastião pintado a óleo nesta tábua. O Padre se Comprometeu, na presença do povo, de fazer a restauração e preservação deste bem de valor intangível para a nossa igreja.

Ao som da Banda tradição, os visitantes e os ingaienses encerraram a noite daquele dia com muita alegria.

No dia 24de Junho, dia da Natividade do Santo Padroeiro duas missas foram celebradas na Igreja Matriz e o padre Carlinhos encerrou assim, agradecendo a Deus, as comemorações da Festa de São João Batista de Ingaí.

Texto: Professor Vinícius Ferreira de Miranda
fotos: Gilson Assis Nogueira, Valdeci Silva e Brazilissa Maria.














terça-feira, 19 de março de 2013

MISSA MARCA ABERTURA DO PONTIFICADO DO HUMILDE PAPA FRANCISCO

por: www.diocesedesaojoaodelrei.com.br
Milhares participam da primeira missa do Papa Francisco
Ter, 19 de Março de 2013 09:48
Francisco19032013posse
Desde as primeiras horas da manhã dessa terça-feira, 19, a Praça São Pedro começou a receber chefes de estado, líderes religiosos e peregrinos para a missa de inauguração do pontificado do papa Francisco. Antes do início da cerimônia, o Papa Francisco desfilou em carro aberto pela praça, e em seguida desceu ao túmulo de São Pedro, embaixo do altar da Confissão, dentro da Basílica. Depois de se deter alguns minutos em oração, incensou o Trophaeum apostólico e se juntou à procissão de cardeais concelebrantes.
À frente, estavam os diáconos levando o Pálio pastoral, o Anel do Pescador e o Evangelho. Já fora da Basílica, no altar da Praça São Pedro, o cardeal-protodiácono, Jean-Louis Tauran, impôs o Pálio (estola decorada com as cruzes do martírio); o cardeal protopresbítero Godfried Danneels, fez uma oração, e o cardeal decano Angelo Sodano entregou ao Pontífice o Anel do Pescador. Neste momento, seis cardeais, em nome de todo o Colégio Cardinalício, prestaram obediência ao Papa.
Todos os cardeais, patriarcas e arcebispos maiores das Igrejas orientais católicas; o secretário do Conclave, Dom Lorenzo Baldisseri, e os padres Fr. Jose' Rodriguez Carballo e Alfonso Nicolas SJ, respectivamente presidente e vice-presidente da União dos Superiores Gerais, concelebraram com Francisco a sua primeira Missa como Papa.
Também acompanharam a celebração o presidente da Itália, Giogio Napolitano; as presidentes da Argentina, Cristina Kirchner; e do Brasil, Dilma Rousseff, entre outros. Todos os chefes de estado e delegações estrangeiras foram recebidos pelo papa, após a missa, na Basílica de São Pedro.
A seguir, a íntegra da homilia do papa Francisco, na missa de hoje, solenidade de São José, patrono da Igreja.
“Queridos irmãos e irmãs!

Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.

Saúdo, com afecto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.

Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender.
Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.
Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!

Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!
E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!

Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.

Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.

Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amém.
* Fonte: CNBB (http://www.cnbb.org.br)

sexta-feira, 15 de março de 2013

BIOGRAFIA DO PAPA FRANCISCO

Biografia do Papa Francisco

O novo pontífice é o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, Papa Francisco, que nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 17 de dezembro de 1936. É Ordinário para os fiéis de rito oriental residentes na Argentina e sem Ordinário do rito próprio.
O Papa jesuíta se formou como técnico químico, mas depois escolheu o caminho do sacerdócio e entrou para o seminário de Villa Devoto. Em 11 de março de 1958, passou para o noviciado da Companhia de Jesus. Completou os estudos humanistas no Chile e em 1963, voltou para Buenos Aires e se formou em filosofia na Faculdade de Filosofia do Colégio máximo San José, de São Miguel.
De 1964 a 1965, ensinou literatura e psicologia no Colégio da Imaculada de Santa Fé e, em 1966, ensinou essas mesmas matérias no Colégio do Salvador, em Buenos Aires.
De 1967 a 1970 estudou teologia na Faculdade de Teologia do Colégio máximo San José, de São Miguel, onde se formou.
Em 13 de dezembro de 1969 foi ordenado sacerdote.
Em 1970-1971, completou a terceira aprovação em Alcalá de Henares (Espanha), e em 22 de abril de 1973 fez a profissão perpétua.
Foi mestre de noviços em Villa Barilari, San Miguel (1972-1973), professor na Faculdade de Teologia, Consultor da Província e Reitor do Colégio máximo. Em 31 de julho de 1973, foi eleito provincial da Argentina, cargo que desempenhou por seis anos.
De 1980 a 1986, foi reitor do Colégio máximo e das Faculdades de Filosofia e Teologia dessa mesma Casa e pároco da Paróquia de São José, na Diocese de San Miguel.
Em março de 1986, viajou para a Alemanha para completar sua tese de doutorado. Foi enviado pelos seus superiores ao Colégio do Salvador e passou para a igreja da Companhia na cidade de Córdoba, como diretor espiritual e confessor.
Em 20 de maio de 1992, João Paulo II o nomeou Bispo titular de Auca e Auxiliar de Buenos Aires. Em 27 de junho do mesmo ano, recebeu na catedral de Buenos Aires a ordenação episcopal das mãos do Cardeal Antonio Quarracino, do Núncio Apostólico Dom Ubaldo Calabresi e do Bispo de Mercedes-Luján, Dom Emilio Ogñénovich.
Em 3 de junho de 1997 foi nomeado Arcebispo Coadjutor de Buenos Aires e em 28 de fevereiro de 1998 Arcebispo de Buenos Aires por sucessão à morte do Card. Quarracino.
É autor dos livros: «Meditaciones para religiosos» de 1982, «Reflexiones sobre la vida apostólica» del 1986 e «Reflexiones de esperanza» de 1992.
É Ordinário para os fiéis de rito oriental residentes na Argentina que não podem contar com um Ordinário de seu rito. Grão-Chanceler da Universidade Católica Argentina.
Relator-Geral adjunto da 10ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (outubro de 2001).
De novembro de 2005 a novembro de 2011 foi Presidente da Conferência Episcopal Argentina.
Foi criado Cardeal pelo Beato João Paulo II no Consistório de 21 de fevereiro de 2001, titular da Igreja de São Roberto Bellarmino.
É Membro:
das Congregações: para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; para o Clero; para os Institutos de vida consagrada e as Sociedades de vida apostólica;
do Pontifício Conselho para a Família:
da Pontifícia Comissão para a América Latina.
Por Rádio Vaticano

quinta-feira, 14 de março de 2013

OS TRÊS PAPAS QUE GOVERNARAM NOSSA IGREJA MAIS RECENTEMENTE

Os três mais recentes papas que governaram a Igreja nas últimas décadas...