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NOSSAS CAPELAS

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DIA DOS SANTOS ARCANJOS SÃO MIGUEL, SÃO GABRIEL E SÃO RAFAEL

SÃO MIGUEL, SÃO RAFAEL E SÃO GABRIEL

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Hoje celebramos a festa dos três Arcanjos São Miguel, São Gabriel, São Rafael.
Da existência destes anjos fala explicitamente a Sagrada Escritura, que lhes dá nome e lhes determina a função.
“Miguel” que significa:
“Quem como Deus” é o defensor do Povo de Deus no tempo da
angústia.
São Miguel, o antigo padroeiro da Sinagoga, é agora o padroeiro da Igreja universal;
“Gabriel ” – que significa
“Deus é forte” ou “aquele que está na presença de Deus”, São Gabriel é o anjo da encarnação e talvez o da agonia do jardim das oliveiras.
É ele que anuncia o nascimento de João Batista e de Jesus.
” Rafael ” – que quer dizer

” medicina de Deus ” ou “Deus cura”
- São Rafael é o guia dos viajantes.
Foi companheiro de viagem de Tobias.
É aquele que cura, que expulsa os demônios.
São Rafael é o companheiro de viagem do homem, seu guia e seu protetor nas adversidades.
São Miguel em particular, foi cultuado desde os primeiros séculos de história do cristianismo.
O imperador Constantino erigiu-lhe um santuário nas margens do Bósforo, em terra européia, enquanto Justiniano construiu-lhe um no lado oposto.
A data de 29 de setembro corresponde à da consagração da Igreja dedicada no século V a São Miguel, a seis milhas da via Salária.
A festividade é muito difundida no Ocidente e no Oriente.
Em Roma foi-lhe dedicado o célebre mausoléu de Adriano, agora conhecido com o nome de Castelo de Santo Ângelo.
A São Miguel é dedicado o antigo santuário, surgido no século VI, que do monte Galgano, na Púglia, domina o mar Adriático.
Nas proximidades desta Igreja, a 8 de maio de 663, os longobardos obtiveram vitória, atribuída a uma aparição do anjo. deu origem a segunda festa, transferida depois para 29 de setembro.
São Gabriel, “aquele que esta diante de Deus” (é seu “cartão de visita”, quando vai anunciar a Maria a sua escolha para Mãe do Redentor), é o anunciador por excelência das revelações divinas.
É ele que explica ao profeta Daniel como se dará a plena restauração, da volta do exílio ao advento do Messias.
A ele é confiado o encargo de anunciar o nascimento do Precursor; João, filho de Zacarias e de Isabel.
A missão mais alta que nunca foi confiada à criatura alguma é ainda sua: anunciar a Encarnação do Filho de Deus.
Ele tem prestígio muito especial até mesmo entre os maometanos.
São Rafael, falado em um só livro da Sagrada Escritura, é o companheiro do jovem Tobias, e por isso sua função é tida como guia de todos os que viajam.
Foi ele que sugeriu ao seu jovem protegido o remédio para a cura da cegueira do pai, por isso é invocado também como curador.
Oremos: São Gabriel com Maria, São Rafael com Tobias, São Miguel com todas as hierarquias, abri para nós esta via. São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós.

VAMOS REZAR, COM NOSSO PÁROCO PADRE CARLINHOS


sábado, 27 de setembro de 2014

EVANGELHO DO DOMINGO - XXVI Domingo do Tempo Comum

Anúncio do Evangelho (Mt 21,28-32)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi.
30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?”
Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”.
Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.

26º Domingo do Tempo Comum
Escrito por Diocese   
Sex, 26 de Setembro de 2014 10:40
DSC03833Evangelho Mt 21, 28-32.
“Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no reino de Deus” .
(Mt 21, 31)
Nas passagens da primeira leitura e do evangelho deste domingo a Igreja quer nos ensinar que é sempre necessária a conversão, a sinceridade no seguimento a Jesus Cristo. O povo judeu e, de modo especial os Fariseus e os Anciãos, que tinham possibilidade para ver em Jesus o Messias prometido, não se abriram à graça de acolher a salvação proposta e encarnada na pessoa de Jesus. Mas, outros se abriram a esta proposta. E justamente, aos olhos dos Fariseus e Anciãos, seriam aqueles que eram discriminados por serem pecadores e Publicanos.
A fidelidade a Deus exige que façamos o que Deus quer de nós. O seguimento a Jesus Cristo exige coerência de vida e a coragem de eliminar as discriminações e os preconceitos. Na vida cristã é necessário ter coragem de se arriscar em busca de novos valores e será pela prática que se julga nossa verdadeira pertença a Jesus Cristo e aos valores do Reino de Deus. Revelamos o que somos pelas nossas obras. Deus não decidiu num dado momento da história, rejeitar Israel e adotar as nações pagãs. Foi o comportamento perante o Messias que fez o povo de Israel perder a grande oportunidade de reconhecê-Lo e se colocar à disposição para anunciar sua proposta de salvação.
Em nossa conduta cristã, na experiência eclesial que vivemos em nossas comunidades, devemos estar atentos a fazer a integração entre a fé e a vida. Isto é, o “sim” de nossa fé deve-se tornar o “sim” de nossa vida. A palavra e a confissão de nossos lábios devem tornar-se ação e gesto das mãos. Assim não seremos cristãos pelo muito falar, pelas muitas devoções, pelas muitas exterioridades, mas por tudo aquilo que realizarmos como conseqüência do seguimento a Jesus Cristo. É Ele que ocupa o centro de nossa vida, tornando-se o fundamento de nossa fé para onde direcionamos nossas ações.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano.   

DIRETO DA DIOCESE Igreja de Ijaci passa por reforma

Igreja de Ijaci passa por reforma
Escrito por Diocese   
Sex, 26 de Setembro de 2014 11:13
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Após a realização de campanhas para arrecadações, Ijaci deu início a uma grande reforma na Igreja Matriz da cidade. As obras, que tiveram início no dia 04 de setembro, modificarão a fachada da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, construindo mais uma torre lateral e uma central. Segundo o Pároco da cidade, padre Admilson Paiva, a torre em uma igreja tem uma grande representação. “A torre aponta para o alto, para o infinito, que deve ser nossa morada. Somos cidadãos do céu e essa é a nossa direção”, explicou o sacerdote que está conduzindo as obras.
Sobre a reforma, padre Admilson é claro: “A igreja estava sem cor, sem vida, sem pintura e a igreja é vida, é tempo sagrado da comunidade cristã e deve demonstrar alegria, esperança. Assim como nos diz João 2, 17: “O zelo por tua casa me devorará”.
Além da parte externa, o interior da igreja passará por algumas alterações. O aumento de 4 metros e a construção de uma nova Capela do Santíssimo fazem parte do planejamento. “O momento é de agradecimento aos paroquianos, que junto com toda a comunidade, abraçaram as obras de nossa Matriz”, frisou o padre.

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(Atual fachada da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Ijací.)

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(Simulação da fachada da Matriz após a obra.)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

JOVENS REALIZAM VIGÍLIA EM LUMINÁRIAS

Jovens se reúnem em Luminária para Vigília
Escrito por Diocese   
Seg, 22 de Setembro de 2014 11:32
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Como acontecem todos os meses na cidade de Luminárias, jovens da cidade se reúnem em Vigília de oração durante toda a noite. Na última sexta-feira, 19, mais de cem jovens se reuniram na Igreja de Nossa Senhora do Carmo para o evento.
Além dos Integrantes do grupo Anjos da Misericórdia, ADM,  da cidade de Luminárias, os jovens do JUCC (Jovens Unidos com Cristo) saíram da cidade de Nazareno para participar da Vigília.
Com muita animação, músicas, pregação, teatro, confissão, missa e oração, marcaram a noite que se prolongou durante a madrugada.
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OS ARCANJOS - SÃO GABRIEL

Segundo o evangelho de são João, são sete os espíritos que atendem ao trono de Deus, tratando diretamente com ele e executando suas missões no universo. Gabriel é o arcanjo da Anunciação, aquele que usa a trombeta para levar as notícias. O seu nome significa "emissário do Senhor" e é o mais ligado aos acontecimentos da terra.

A maior preocupação deste arcanjo é desfazer conflitos e proporcionar aos seres humanos a capacidade de adaptação a todas as circunstâncias. É enviado à terra sempre com o objetivo de transmitir a luz divina e sensibilizar os adultos em relação às crianças e à própria humanidade. Este espírito puro do trono celeste é visto, citado e repetido tanto no Velho quanto no Novo Testamento.

Gabriel arcanjo foi o escolhido por Deus para acompanhar todo o advento da salvação, desde a revelação das profecias à anunciação da chegada do Messias, acompanhando-o durante toda a sua vida terrena, Paixão e Ressurreição. Além disso, é o portador da oração mais popular e mais querida do cristianismo: a ave-maria.

Vejamos algumas passagens do Evangelho de suas missões no evento que mudou a humanidade. Foi Gabriel arcanjo quem explicou ao profeta Daniel sua freqüente visão do carneiro e do bode. Foi ele, também, quem anunciou, ao mesmo profeta, a trajetória destinada a sua nação; a chegada do Messias, até a negação do mesmo por parte de seu povo, e sua morte na Terra.

Ele também apareceu ao sacerdote Zacarias, anunciando que sua mulher lhe daria um filho profeta, chamado João Batista, o precursor do Cristo. E como Zacarias duvidou, por ser velho e a mulher estéril, castigou-o com a perda da voz até que tudo se cumprisse.

O seu apogeu ocorreu na Anunciação à Virgem Maria sobre a encarnação do Filho de Deus. Suas primeiras palavras tornaram-se uma oração, aquela que todos recorrem para pedir a proteção, a bênção ou a intervenção de Nossa Senhora: "Alegra-te, Maria, cheia de graça. O senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres". Contou-lhe, então, o que a esperava, a missão que lhe era confiada, preparou-a espiritualmente para entender a intervenção do Espírito Santo. Fazendo o mesmo com o justo José, seu esposo, que, graças à aparição de Gabriel, compreendeu o que se passava, entregando-se de corpo e alma àquela missão.

Os teólogos e a Igreja entendem que foi também missão deste arcanjo avisar aos pastores de Belém sobre a chegada do Messias; alertar os reis magos para que não voltassem a Jerusalém; dar a José a ordem de fugir para o Egito e, depois, retornar a Nazaré; consolar Jesus no horto das Oliveiras e anunciar às santas mulheres a Ressurreição do Cristo.

Gabriel arcanjo e seus anjos são os mensageiros das boas notícias, ajudam-nos a dar bom rumo e direção à nossa vida, dão-nos compreensão e sabedoria. É a ele que recorremos quando necessitamos desses dons. Por isso devemos, sempre, agradecer por sua colaboração com nossas sinceras orações, em especial nos dias 24 de março e 29 de setembro, quando é festejado por todo o Povo de Deus, a Igreja de Cristo
.

VAMOS REZAR , COM NOSSO PÁROCO PADRE CARLINHOS


terça-feira, 23 de setembro de 2014

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO – 2015

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O DIA MUNDIAL DO MIGRANTE
 E DO REFUGIADO –  2015
 "Igreja sem fronteiras, mãe de todos"

Queridos irmãos e irmãs!
Jesus é «o evangelizador por excelência e o Evangelho em pessoa» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 209). A sua solicitude, especialmente pelos mais vulneráveis e marginalizados, a todos convida a cuidar das pessoas mais frágeis e reconhecer o seu rosto de sofrimento sobretudo nas vítimas das novas formas de pobreza e escravidão. Diz o Senhor: «Tive fome e destes-Me de comer, tive sede e destes-Me de beber, era peregrino e recolhestes-Me, estava nu e destes-Me que vestir, adoeci e visitastes-Me, estive na prisão e fostes ter comigo» (Mt 25, 35-36). Por isso, a Igreja, peregrina sobre a terra e mãe de todos, tem por missão amar Jesus Cristo, adorá-Lo e amá-Lo, particularmente nos mais pobres e abandonados; e entre eles contam-se, sem dúvida, os migrantes e os refugiados, que procuram deixar para trás duras condições de vida e perigos de toda a espécie. Assim, neste ano, o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado tem por tema: Igreja sem fronteiras, mãe de todos.
Com efeito, a Igreja estende os seus braços para acolher todos os povos, sem distinção nem fronteiras, e para anunciar a todos que «Deus é amor» (1 Jo 4, 8.16). Depois da sua morte e ressurreição, Jesus confiou aos discípulos a missão de ser suas testemunhas e proclamar o Evangelho da alegria e da misericórdia. Eles, no dia de Pentecostes, saíram do Cenáculo cheios de coragem e entusiasmo; sobre dúvidas e incertezas, prevaleceu a força do Espírito Santo, fazendo com que cada um compreendesse o anúncio dos Apóstolos na própria língua; assim, desde o início, a Igreja é mãe de coração aberto ao mundo inteiro, sem fronteiras. Aquele mandato abrange já dois milénios de história, mas, desde os primeiros séculos, o anúncio missionário pôs em evidência a maternidade universal da Igreja, posteriormente desenvolvida nos escritos dos Padres e retomada pelo Concílio Vaticano II. Os Padres conciliares falaram de Ecclesia mater para explicar a sua natureza; na verdade, a Igreja gera filhos e filhas, sendo «incorporados» nela que «os abraça com amor e solicitude» (Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, 14).
A Igreja sem fronteiras, mãe de todos, propaga no mundo a cultura do acolhimento e da solidariedade, segundo a qual ninguém deve ser considerado inútil, intruso ou descartável. A comunidade cristã, se viver efectivamente a sua maternidade, nutre, guia e aponta o caminho, acompanha com paciência, solidariza-se com a oração e as obras de misericórdia.
Nos nossos dias, tudo isto assume um significado particular. Com efeito, numa época de tão vastas migrações, um grande número de pessoas deixa os locais de origem para empreender a arriscada viagem da esperança com uma bagagem cheia de desejos e medos, à procura de condições de vida mais humanas. Não raro, porém, estes movimentos migratórios suscitam desconfiança e hostilidade, inclusive nas comunidades eclesiais, mesmo antes de se conhecer as histórias de vida, de perseguição ou de miséria das pessoas envolvidas. Neste caso, as suspeitas e preconceitos estão em contraste com o mandamento bíblico de acolher, com respeito e solidariedade, o estrangeiro necessitado.
Por um lado, no sacrário da consciência, adverte-se o apelo a tocar a miséria humana e pôr em prática o mandamento do amor que Jesus nos deixou, quando Se identificou com o estrangeiro, com quem sofre, com todas as vítimas inocentes da violência e exploração. Mas, por outro, devido à fraqueza da nossa natureza, «sentimos a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 270).
A coragem da fé, da esperança e da caridade permite reduzir as distâncias que nos separam dos dramas humanos. Jesus Cristo está sempre à espera de ser reconhecido nos migrantes e refugiados, nos deslocados e exilados e, assim mesmo, chama-nos a partilhar os recursos e por vezes a renunciar a qualquer coisa do nosso bem-estar adquirido. Assim no-lo recordava o Papa Paulo VI, ao dizer que «os mais favorecidos devem renunciar a alguns dos seus direitos, para poderem colocar, com mais liberalidade, os seus bens ao serviço dos outros» [Carta ap. Octogesima adveniens (14 de Maio de 1971), 23].
Aliás, o carácter multicultural das sociedades de hoje encoraja a Igreja a assumir novos compromissos de solidariedade, comunhão e evangelização. Na realidade, os movimentos migratórios solicitam que se aprofundem e reforcem os valores necessários para assegurar a convivência harmoniosa entre pessoas e culturas. Para isso, não é suficiente a mera tolerância, que abre caminho ao respeito das diversidades e inicia percursos de partilha entre pessoas de diferentes origens e culturas. Aqui se insere a vocação da Igreja a superar as fronteiras e favorecer «a passagem de uma atitude de defesa e de medo, de desinteresse ou de marginalização (...) para uma atitude que tem por base a “cultura de encontro”, a única capaz de construir um mundo mais justo e fraterno» (Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado - 2014).
Mas os movimentos migratórios assumiram tais proporções que só uma colaboração sistemática e concreta, envolvendo os Estados e as Organizações Internacionais, poderá ser capaz de os regular e gerir de forma eficaz. Na verdade, as migrações interpelam a todos, não só por causa da magnitude do fenómeno, mas também «pelas problemáticas sociais, económicas, políticas, culturais e religiosas que levantam, pelos desafios dramáticos que colocam à comunidade nacional e internacional» [Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate (29 de Junho de 2009), 62].
Na agenda internacional, constam frequentes debates sobre a oportunidade, os métodos e os regulamentos para lidar com o fenómeno das migrações. Existem organismos e instituições a nível internacional, nacional e local, que põem o seu trabalho e as suas energias ao serviço de quantos procuram, com a emigração, uma vida melhor. Apesar dos seus esforços generosos e louváveis, é necessária uma acção mais incisiva e eficaz, que lance mão de uma rede universal de colaboração, baseada na tutela da dignidade e centralidade de toda a pessoa humana. Assim será mais incisiva a luta contra o tráfico vergonhoso e criminal de seres humanos, contra a violação dos direitos fundamentais, contra todas as formas de violência, opressão e redução à escravidão. Entretanto trabalhar em conjunto exige reciprocidade e sinergia, com disponibilidade e confiança, sabendo que «nenhum país pode enfrentar sozinho as dificuldades associadas a este fenómeno, que, sendo tão amplo, já afecta todos os continentes com o seu duplo movimento de imigração e emigração» (Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado - 2014).
À globalização do fenómeno migratório é preciso responder com a globalização da caridade e da cooperação, a fim de se humanizar as condições dos migrantes. Ao mesmo tempo, é preciso intensificar os esforços para criar as condições aptas a garantirem uma progressiva diminuição das razões que impelem populações inteiras a deixar a sua terra natal devido a guerras e carestias, sucedendo muitas vezes que uma é causa da outra.
À solidariedade para com os migrantes e os refugiados há que unir a coragem e a criatividade necessárias para desenvolver, a nível mundial, uma ordem económico-financeira mais justa e equitativa, juntamente com um maior empenho a favor da paz, condição indispensável de todo o verdadeiro progresso.
Queridos migrantes e refugiados! Vós ocupais um lugar especial no coração da Igreja e sois uma ajuda para alargar as dimensões do seu coração a fim de manifestar a sua maternidade para com a família humana inteira. Não percais a vossa confiança e a vossa esperança! Pensemos na Sagrada Família exilada no Egipto: como no coração materno da Virgem Maria e no coração solícito de São José se manteve a confiança de que Deus nunca nos abandona, também em vós não falte a mesma confiança no Senhor. Confio-vos à sua protecção e de coração concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 3 de Setembro de 2014.
FRANCISCO

VAMOS REZAR, COM NOSSO PÁROCO PADRE CARLINHOS


domingo, 21 de setembro de 2014

sábado, 20 de setembro de 2014

EVANGELHO DO DOMINGO E REFLEXÃO COM DOM CÉLIO XXVI Domingo do Tempo Comum



- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Anúncio do Evangelho (Mt 21,28-32)
O Senhor esteja convosco.

Ele está no meio de nós.
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi.
30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?”
Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”.
Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
25º Domingo do Tempo Comum.
Escrito por Diocese   
Sex, 19 de Setembro de 2014 11:39
 programao2_004Evangelho Mt 20, 1-16.
“Ide vós também para a minha vinha”
(Mt 20, 7) 
O ensinamento do evangelho do domingo traz duas grandes lições de vida para nós. O Reino de Deus é como uma vinha, que exige trabalhadores para cultivá-la e colher seus frutos. Somos todos trabalhadores na vinha do Senhor, caberá a Ele recompensar a cada um conforme seu próprio desejo. Há sempre muito que fazer por causa do Reino de Deus e não importa a hora e o momento em que nós nos colocarmos em disponibilidade para fazermos o bem. 

O tema da Vinha do Senhor era muito conhecido para o povo de Deus. Nos escritos da Sagrada Escritura o povo de Deus era como uma vinha muito querida, que deveria ser bem tratada para produzir bons frutos. Os profetas, os sacerdotes e os escribas formavam o grupo daqueles que se responsabilizaram para cuidar da vinha. Mas, muitos se omitiram ou foram descuidados em sua missão. Por isso, o Senhor chamou outros a qualquer momento em que Ele julgou ser necessário. No final do trabalho diário a maneira do Senhor em acertar as contas com todos é de acordo com sua vontade. Usa dos seus bens, de sua generosidade conforme seu coração de bondade e de misericórdia.

Deus pensa diferente de nós, pois usa de sua graça infinita e dispõe assim a possibilidade de todos se salvarem. A cada um de nós cabe a tarefa de nos colocarmos à disposição do Senhor para sermos construtores do Reino. Isso o faremos com nossa prática de vida cristã e o compromisso com tudo aquilo que se exige de um cristão consciente de sua missão nas atividades apostólicas de nossas comunidades. Ao realizar gratuitamente nossas atividades, com amor profundo pelas coisas do Reino de Deus, seremos merecedores das graças de Deus. Ele sabe de nossas intenções e do modo como que agimos e nos dará aquilo que tivermos merecido.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

SUPER INTERESSANTE


Adolfo Orozco Torres, em Phoenix
O Dr. Adolfo Orozco (foto), investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México, assinalou que o extraordinário estado de conservação do mantoda Virgem de Guadalupe “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”.
Orozco, que também é especialista no manto da Virgem, falou em Phoenix, EUA, no 1º Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe.
O especialista disse que “todos os tecidos similares a do manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”.
Em 1789 fora pintada uma cópia a imagem de Guadalupe.
“Essa imagem foi feita com as melhores técnicas de seu tempo, era formosa e estava feita com um tecido bastante similar a do manto original. Além disso, também estava protegida com um vidro desde que foi exposta”, indicou.
Entretanto, “oito anos depois, essa cópia teve que ser desprezada porque estava perdendo as cores e as fibras se estavam rompendo.
Em contraste – acrescentou Orozco – o manto original vem sendo exposto há116 anos sem nenhum tipo de amparo, recebendo todos os raios infravermelhos e ultravioletas de dezenas de milhares de velas que estavam perto dela”.
Virgen de Guadalupe A imagem em seu santuário.
Uma das características mais interessantes do manto, prosseguiu, “é que a parte de trás do tecido é rugoso e pouco liso; enquanto que a parte de adiante (onde está a imagem de Guadalupe) é ‘tão suave como a seda’ como assinalavam os pintores e cientistas em 1666; e confirmou quase cem anos depois, em 1751, o pintor mexicano Miguel Cabrera”.
O manto de São Juan Diego é feito de fibras de agave (da mesma família botânica que produz o sisal e a iúca, foto embaixo).
O Dr. Orozco relatou mais dois fatos sem explicação científica ligados à conservação da imagem.
O primeiro ocorreu em 1785 quando um trabalhador acidentalmente derramou um líquido que continha um 50% de ácido nítrico na parte direita do tecido.
“Está fora do entendimento natural o fato que o ácido não tenha destruído a malha; e que ademais não danificasse as partes coloridas da imagem”, precisou.
Agave Agave: de uma pé semelhante foi tirada a fibra do manto de São Juan Diego
O segundo relaciona-se com a explosão de uma bomba perto do manto em 1921. A bomba explodiu a 150 metros da imagem e destruiu todos os vidros nesse raio.
Entretanto, explicou o perito, “nem o manto nem o vidro comum que a protege foram danificados ou quebrados”. O único afetado foi um Cristo de ferro que terminou dobrado.
“Não há explicação para o fato que as ondas expansivas que romperam os vidros a 150 metros ao seu redor não destruíram o que cobria a manto. Alguns dizem que o Filho, com o crucifixo que sim foi afetado, protegeu a imagem de Sua Mãe. O certo é que não temos uma explicação natural para essa ocorrência”, concluiu.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

DIOCESE - Entrevista com Dom Célio Sobre sua vida e caminhada episcopal

Entrevista com Dom Célio sobre sua vida e caminhada episcopal
Sex, 12 de Setembro de 2014 17:15
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Completando 70 anos neste dia 14 de setembro, Dom Célio de Oliveira Goulart é natural de Piracema, pequena cidade no oeste mineiro. Sexto filho de uma família de 7 irmãos, o filho de João Rodrigues de Oliveira e Maria Geralda Goulart despertou logo cedo para a vocação.
Foi no exemplo da família simples do interior, mas, profundamente religiosos e tementes a Deus, que Célio disse o seu sim a vocação sacerdotal.
Dom_Celio_99Fez seus estudos de filosofia no Convento São Boaventura, em Daltro Filho (RS) e no Convento Santa Maria dos Anjos, em Betim (MG). Cursou teologia no Convento Santo Antônio, em Divinópolis (MG), e no Instituto de Teologia da PUC-Minas, em Belo Horizonte (MG).
Em 12 de julho de 1969 foi ordenado padre pela Ordem dos Frades Menores (OFM). Em agosto de 1998, foi nomeado bispo da diocese de Leopoldina (MG) e adotou como lema “A cruz é a força de Deus”. Em 2003, foi transferido para a diocese de Cachoeiro do Itapemirim. De 2003 a 2007, foi presidente do Regional Leste 2 da CNBB (estados de Minas Gerais e Espírito Santo) e membro do Conselho Permanente da CNBB.
Dom Célio tomou posse como bispo da Diocese de São João del-Rei no dia 17 de julho de 2010.
Seguindo o exemplo de seu Santo de devoção, São Francisco de Assis, Dom Célio leva amor e simplicidade por onde passa. Apaixonado com um feijão com arroz e “franguinho” caipira, o bispo é um verdadeiro pai para toda a comunidade diocesana.
Para celebrar essa data especial, o DEDICOM (Departamento Diocesano de Comunicação) conversou com o aniversariante, trazendo em uma entrevista exclusiva, informações sobre o início de sua caminhada sacerdotal, seus exemplos de vida e seus sentimentos frente a caminhada episcopal.

DEDICOM - Quem é Dom Célio de Oliveira Goulart?
DOM CÉLIO - Completando 70 anos neste dia 14 de setembro, sou o sexto filho de uma família de 7 irmãos, 4 mulheres e 3 homens. Meus pais foram pessoas simples do interior e profundamente religiosos e tementes a Deus, que nos deram testemunho de vida e nos educaram muito bem. Agradeço a Deus pela vida e por todos que me ajudaram até o dia de hoje, fazendo parte de minha história.

DEDICOM - Quando criança, o senhor já sentia o desejo de ser padre? Chegou a “brincar” de missa, procissão, ...?
DOM CÉLIO - Após ter feito a Primeira Comunhão, senti-me atraído a ser coroinha pelo testemunho de vida de nosso Pároco, Pe. José Ferreira Neto, na cidade de Itaúna, para onde nossa família havia mudado no mês de julho de 1948.

DEDICOM - A  família é muito importante para o desenvolvimento do homem. Como era o seu relacionamento familiar? Qual o maior aprendizado herdado de seus pais?
DOM CÉLIO - Agradeço pelos pais e irmãos mais velhos. Deles recebi a  fé e o testemunho de vida cristã, como também atenção, carinho, estima e todos os cuidados necessários em minha vida de criança. Certamente dei muitas preocupações a meus pais e irmãos mais velhos, porque, inicialmente morando no interior de uma pequena cidade que era Piracema e, posteriormente aos mudarmos para a cidade de Itaúna, tudo era muito difícil. Mas, meus pais e irmãos foram lutadores e nos deram o que foi possível: segurança, estudo, bons exemplos e nos conduzindo nos bons caminhos. Somos hoje seis irmãos. O mais velho já é falecido. Somos preocupados uns pelos outros e muito unidos.

DEDICOM - Por que a escolha da Ordem Franciscana?
DOM CÉLIO - Muito por acaso.  Em 1954 um dos primos já havia entrado no Seminário dos Frades Franciscanos, na cidade de Santos Dumont. Meu tio falou com o Frei Joaquim, responsável para encaminhar as crianças ao Seminário. Eu pensava em ser um padre como o meu Pároco, que era um Sacerdote Diocesano, mas os caminhos foram diferentes. No Seminário Franciscano conheci o que seria a Ordem Franciscana pelos estudos e pelo testemunho dos frades franciscanos. Assim começou minha história de seguimento a Jesus Cristo pelos caminhos de São Francisco de Assis.

DEDICOM - Com quantos anos o senhor entrou no seminário? Como foi essa etapa na sua vida?
DOM CÉLIO - Quando comecei minha experiência no Seminário Franciscano iria fazer 10 anos de idade. Naquele tempo era costume que os meninos fossem ao Seminário após ter concluído o 4º ano primário. Eu fui no meio do ano, em julho de 1955, quando então conclui o 4º ano e iniciei o período de mais sete anos no Seminário Menor. Depois foi o início da Vida Religiosa Franciscana com o ano de Noviciado, em 1963. A partir de 1964, mais seis anos com os estudos do Curso de Filosofia e Teologia. Eu fiz minha Profissão Solene na Ordem Franciscana em fevereiro de 1968 e em julho de 1969 recebi o Sacramento da Ordem Presbiteral. Tempos muito marcantes na formação de uma criança que queria ser padre. De um jovem que conheceu o carisma de vida de São Francisco de Assis e que entendeu, já como adulto, o que seria ser um religioso sacerdote a serviço do Reino de Deus. Não tenho como agradecer a Deus por tamanha misericórdia par comigo!

DEDICOM - O senhor tinha desejo de se tornar bispo?
DOM CÉLIO - Ser Bispo não é uma vocação, mas uma missão que recebemos da Igreja. Conhecia meus limites, meus poucos dons pessoais para uma missão tão importante na Igreja. Quando, pois, fui comunicado em um telefonema pelo Cardeal D. Serafim de minha nomeação como bispo para a Diocese de Leopoldina, minha primeira reação foi de choro e de oração.  Agradecia a Deus e lhe implorava suas graças necessárias para assumir com dignidade essa missão e que Ele me desse a graça de ser um bom pastor para o povo onde deveria exercer esta missão.

DEDICOM - Por que a escolha do lema "A cruz é a força de Deus" para o seu bispado?
DOM CÉLIO - Sempre me impressionei com a festa litúrgica do dia meu nascimento, a festa da Exaltação da Santa Cruz. Nos estudos teológicos tive oportunidade de aprofundar a realidade da ação salvadora de Jesus Cristo pelo mistério de sua Paixão e Morte na Cruz. Esta passagem que escolhi é da 1ª carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 1, 18. O título de nossa Província Franciscana de Minas Gerais é Província da Santa Cruz.  Nossas realidades de vitória e de ressurreição passam pela Cruz. Assim foi minha escolha por esta frase temática,A Cruz é Força de Deus!

DEDICOM - Quando o senhor recebeu a notícia de sua nomeação para a Diocese de São João del-Rei, qual foi sua reação?
DOM CÉLIO - No primeiro momento, foi de medo e receio, por conhecer a realidade muito exigente que me esperava. Tive oportunidade de conversar muito com o Sr. Núncio Apostólico sobre isto em Brasília. Acreditava que havia outros bons nomes para realizar a missão. Estava muito bem em Cachoeiro de Itapemirim e deveria mais uma vez me desinstalar. Mas, sempre, como frade e, depois como bispo, procurei obedecer à missão conferida pela Igreja e disse o meu sim com muita consciência de que, obedecendo, Deus abriria os caminhos para que fosse aqui muito feliz, como de fato tenho sido.

DEDICOM - Seja em visita Pastoral, ou festas de comunidade, o senhor mantém um forte contato com toda a Diocese. Há alguma cena, ou manifestação de carinho que tenha te marcado?
DOM CÉLIO - Sempre, aqui como também em Leopoldina e em Cachoeiro de Itapemirim, chamou-me a atenção o carinho do povo, o respeito, a acolhida que manifestam pela pessoa do bispo. Vejo assim que o povo nos quer como pastores, muito próximos de todos, acolhendo a todos sem discriminação. Não saberia especificar momentos especiais, mas sinto que as crianças e os idosos enfermos me encantam muito nos contatos realizados com estes grupos.

DEDICOM - Hoje, como o senhor avalia sua vida e sua caminhada sacerdotal e episcopal?
DOM CÉLIO - Sou agradecido a Deus que me conservou neste caminho. Houve momentos difíceis, seja na vida franciscana e sacerdotal, como também hoje na vida episcopal, a serem enfrentados, que percebi com muita clareza a graça de Deus e a ajuda das pessoas que rezam por nós. "Temos em nossas mãos, como diz São Paulo, a graça de Deus como que conduzida em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós" (2Cor  4, 7).

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Ao nosso querido bispo, pai, pastor, amigo, conselheiro, irmão, ...
Nossos parabéns por essa data especial!

VAMOS REZAR, COM NOSSO PÁROCO PADRE CARLINHOS


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O SANTUARIO DA PADROEIRA DE MINAS GERAIS


O Santuário Nossa Senhora da Piedade,  localizado a 48 km da capital mineira e a 16 km do município de Caeté, é um cenário de riquíssima beleza natural, no alto da montanha, a 1746 metros de altitude. Ideal para a reflexão,  oração e o encontro com Deus, o Santuário que abriga a Padroeira de Minas Gerais é propício para quem busca a tranquilidade e a beleza da natureza.
 Do alto do Santuário, em dias claros, é possível ter uma das mais belas vistas das montanhas de Minas. São 360 graus de panorama, com mil e uma facetas da beleza que só a mãe natureza oferece de maneira tão generosa, inspirando a conduta humana.



Em dias mais frios e nublados, o espetáculo é ainda mais bonito. Do topo da Serra da Piedade descortina-se uma deslumbrante paisagem do verde das matas subindo e descendo montanhas, de onde avista-se também nove cidades: Belo Horizonte, Caeté, Contagem, Lagoa Santa, Nova União, Raposos, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano. 

Os fidalgos portugueses Antônio da Silva Bracarena e Irmão Lourenço, fundador do Colégio do Caraça, chegaram por volta do século XVIII e construíram na Serra da Piedade um rústico eremitério e, ao lado, uma igreja dedicada à Nossa Senhora, Santa pela qual tinham grande devoção. 

Venerada há mais de dois séculos, a Santíssima Virgem Maria foi decretada pelo Papa João XXIII, por meio das Letras Apostólicas "Haeret animia" de 20 de novembro de 1958, Padroeira do Estado de Minas Gerais



Para solenizar fato de tamanha importância, chegou à capital mineira, em 14 de maio do mesmo ano, a imagem que se cultua até hoje na Serra da Piedade.

Em 1956, o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Santuário Nossa Senhora da Piedade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan (processo de nº 526-T-55; Inscrição nº316, Livro Histórico, folha 53; Inscrição nº 16, Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, folha 04, de 26 de setembro de 1956).
O Papa João XXIII proclama Nossa Senhora da Piedade Padroeira do Estado de Minas Gerais, em 1958.

Em 31 de julho de 1960 é realizada na Praça da Liberdade uma festa maravilhosa para a solene consagração do Estado de Minas Gerais a Nossa Senhora da Piedade. Esta consagração valoriza ainda mais o Santuário, consolidado na sua importância e tradição do seu jubileu e suas romarias. O Santuário é elevado à condição de Santuário Estadual de Minas Gerais. Lá está a imagem de Nossa Senhora da Piedade, do século XVIII, de Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho), magnífica e inspiradora, abençoando Minas e seus peregrinos.  

Fatos importantes marcam o ano de 2004: o governador do Estado sanciona a Lei nº 15.178/04, em 16 de junho, que define os limites de conservação da Serra da Piedade - de acordo com diretrizes do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), considerada Área de Proteção Ambiental, em cumprimento do disposto no § 1º. do Art. 84 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de Minas Gerais.
  
O Conjunto Cultural, Arquitetônico, Paisagístico e Natural da Serra da Piedade recebe o Tombamento Municipal pelo Decreto no.2.067/04, de 20 de dezembro de 2004 e  Unidade de Conservação Estadual na categoria Monumento Natural - Constituição do Estado de Minas Gerais/1989, art 84 - lei 15.178/04.
Em dezembro de 2010, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan aprova a extensão de tombamento do conjunto arquitetônico e urbanístico da Serra da Piedade em Minas Gerais.
Com a extensão de tombamento, o polígono de proteção abrange a antiga área tombada pelo Iphan, os tombamentos estadual e municipal, além de garantir a visibilidade do bem, incluindo sua linha de perfil, os recursos hídricos, a biodiversidade e os aspectos cênicos. 
Dois anos depois, em 2012, o Governo de Minas assina um decreto que declara o Santuário Nossa Senhora da Piedade como Atrativo Turístico de Especial Relevância para o Estado. 
http://www.santuarionsdapiedade.org.br/historia.php

DIA DA PADROEIRA DE MINAS GERAIS, NOSSA SENHORA DA PIEDADE

Nossa Senhora da Piedade

Localizada na Ermida do Santuário, a imagem de Nossa Senhora da Piedade, magnífica e inspiradora, abençoa Minas e seus peregrinos. Esculpida em madeira (cedro) no século 18, a imagem é atribuída a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

A representação de Nossa Senhora da Piedade é figurada portando uma auréola de sete estrelas, que simboliza suas sete dores, enfatizadas pela expressão de angústia e tristeza, que geralmente a acompanha.
Milhares de fiéis procuram o Santuário da Padroeira de Minas para “pagar promessas” pelas graças alcançadas por intercessão da Mãe Piedade.

ANGELUS COM O PAPA FRANCISCO - 7 DE SETEMBRO DE 2014

PAPA FRANCISCO
ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo, 7 de Setembro de 2014

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
O Evangelho deste domingo, tirado do capítulo 18 de Mateus, apresenta o tema da correcção fraterna no seio da comunidade dos fiéis: ou seja, como devo corrigir outro cristão, quando ele faz algo que não é bom. Jesus ensina-nos que se o meu irmão cristão comete uma culpa contra mim, quando me ofende, eu devo ter caridade para com ele e, antes de tudo, falar-lhe pessoalmente, explicando-lhe que quanto ele disse ou fez não é bom. E se o irmão não me ouve? Jesus sugere uma intervenção progressiva: primeiro, volta a falar-lhe, com mais duas ou três pessoas, para que esteja mais consciente do erro cometido; se, não obstante isto, ele não aceitar a exortação, é necessário dizê-lo à comunidade; e se ele não ouvir nem sequer a comunidade, é preciso levá-lo a compreender a ruptura e a separação que ele mesmo provocou, faltando à comunhão com os irmãos na fé.
As etapas deste itinerário indicam o esforço que o Senhor pede à sua comunidade para acompanhar quem erra, a fim de que não se perca. Antes de tudo, é necessário evitar o clamor da crónica e a bisbilhotice da comunidade — esta é a primeira coisa que devemos evitar. «Vai e repreende-o, somente entre ti e ele» (v. 15). A atitude é de delicadeza, prudência, humildade e atenção àquele que cometeu uma culpa, evitando que as palavras possam ferir e até matar o irmão. Pois vós sabeis que até as palavras matam! Quando falo mal de alguém, quando faço uma crítica injusta, quando «esfolo» um irmão com a minha língua, isto significa matar a sua reputação. Até as palavras matam! Prestemos atenção a isto. Ao mesmo tempo, esta discrição de lhe falar a sós tem a finalidade de não mortificar inutilmente o pecador. Quando se fala a sós com ele, ninguém se dá conta e tudo acaba. É à luz desta exigência que se compreende também a série sucessiva de intervenções, que prevê a participação de algumas testemunhas e depois até a própria comunidade. A finalidade é ajudar a pessoa a dar-se conta daquilo que cometeu, e que com a sua culpa ofendeu não apenas um indivíduo, mas todos. Mas também tem a finalidade de nos ajudar a libertar-nos da ira ou do rancor, que só fazem mal: aquela amargura do coração que alberga a ira e o rancor, e que nos leva a insultar e a agredir. É muito feio ver sair da boca de um cristão um insulto ou uma agressão. É feio! Compreendestes? Nenhum insulto! Insultar não é cristão. Entendestes? Insultar não é cristão.
Na realidade, diante de Deus somos todos pecadores e necessitados de perdão. Todos. Com efeito, Jesus disse-nos que não devemos julgar. A correcção fraterna é um aspecto do amor e da comunhão que devem reinar no seio da comunidade cristã, é um serviço recíproco que podemos e devemos oferecer uns aos outros. Corrigir os irmãos é um serviço, e só será possível e eficaz se cada um se reconhecer pecador e necessitado do perdão do Senhor. A própria consciência, que me leva a reconhecer o erro cometido por outrem, recorda-me primeiro que eu mesmo errei e erro muitas vezes.
Por isso no início da Missa somos sempre convidados a reconhecer diante do Senhor que somos pecadores, expressando com palavras e com gestos o arrependimento sincero do coração. Dizemos: «Tende piedade de mim, Senhor. Sou pecador! Deus Todo-Poderoso, confesso os meus pecados». E não dizemos: «Senhor, tende piedade daquele ou daquela que está ao meu lado, pois são pecadores». Não! «Tende piedade de mim!». Todos nós somos pecadores e necessitados do perdão do Senhor. É o Espírito Santo que fala ao nosso espírito e nos leva a reconhecer as nossas culpas, à luz da palavra de Jesus. E é o próprio Jesus que convida todos nós, santos e pecadores, à sua mesa congregando-nos das encruzilhadas das estradas, das várias situações de vida (cf. Mt 22, 9-10). E entre as condições que irmanam os participantes na celebração eucarística, duas são fundamentais, duas são as condições para ir bem à Missa: todos nós somos pecadores; e a todos Deus concede a sua misericórdia. Trata-se de duas condições que abrem de par em par a porta para entrarmos bem na Missa. Devemos recordar sempre isto, antes de ir ter com o irmão para a correcção fraterna.
Peçamos tudo isto por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, que amanhã celebraremos na memória litúrgica da sua Natividade!

Depois do Angelus
Durante estes últimos dias foram dados passos significativos na busca de uma trégua nas regiões atingidas pelo conflito na Ucrânia oriental, embora eu tenha ouvido hoje notícias pouco confortadoras. No entanto, faço votos a fim de que eles possam dar alívio à população e contribuir para os esforços em prol de uma paz duradoura. Oremos para que, na lógica do encontro, o diálogo encetado possa continuar e produzir os frutos almejados. Maria, Rainha da Paz, intercede por nós!
Além disso, uno a minha voz à dos Bispos do Lesoto, que lançaram um apelo a favor da paz no seu país. Condeno todos os gestos de violência e peço ao Senhor para que no Reino do Lesoto seja restabelecida a paz na justiça e na fraternidade.
Este domingo um grupo de cerca de trinta voluntários da Cruz Vermelha Italiana parte para a região de Dohuk, nos arredores de Erbil no Iraque, onde se concentraram dezenas de milhares de deslocados iraquianos. Manifestando o meu apreço sincero por esta obra generosa e concreta, concedo a bênção a todos eles e às pessoas que procuram ajudar consistentemente os nossos irmãos perseguidos e oprimidos. O Senhor vos abençoe!
Saúdo todos os peregrinos provenientes da Itália e de vários países, de maneira particular o grupo de brasileiros.
Dirijo uma saudação cordial ao Cardeal Arcebispo de Lima e aos seus diocesanos, que hoje inauguram o XX Sínodo da Arquidiocese de Lima. O Senhor vos acompanhe ao longo deste caminho de fé, de comunidade e de crescimento.
E recordai-vos que amanhã — como eu já disse — se celebra a memória litúrgica da Natividade de Nossa Senhora. Seria o seu aniversário! E o que fazemos quando a nossa mãe celebra o seu aniversário? Saudamo-la, transmitimos-lhe as nossas felicitações... Portanto amanhã recordai-vos, de manhã cedo, do vosso coração e com os vossos lábios, de saudar Nossa Senhora e de lhe dizer: «Muitos parabéns!». E de lhe recitar uma Ave-Maria, que brote do vosso coração de filho e de filha. Recordai-vos bem disto!
Peço a todos vós, por favor, que rezeis por mim. Desejo-vos feliz domingo e bom almoço.

sábado, 13 de setembro de 2014

A FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - 14 DE SETEMBRO

Nos reunimos com todos os santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso : “Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos ” (I Cor 1,23).
Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus. A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio.
Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos: “Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada”. “Viva Jesus! Viva a Santa Cruz!”
Santa Cruz, sede a nossa salvação!

EVANGELHO DO DOMINGO - EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - REFLEXÃO COM DOM CÉLIO


Anúncio do Evangelho (Jo 3,13-17)
 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

Glória a vós, Senhor!
 
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.
16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.




Solenidade da Exaltação da Santa Cruz.
Escrito por Diocese   
Sex, 12 de Setembro de 2014 14:30
imagens_109201494911Evangelho Jo 3, 13-17
“Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.
(Jo 3, 17)
A solenidade de hoje celebrada em nossa Igreja destaca a importância da Cruz do Senhor Jesus. Ela é exaltada, ela se destaca no contexto do Mistério da Salvação, por se tornar o sinal visível do amor de Jesus Cristo por nós. Todas as três leituras evidenciam o poder da cruz: na primeira leitura a cruz está presente no simbolismo da serpente de bronze que Moisés manda levantar no deserto, para ser sinal de vida aos que haviam sido ofendidos pelas serpentes. Na carta aos Filipenses há a lição profunda que o Salvador deixa para toda a humanidade, ao se rebaixar, torna-se humilde e obediente até a morte de cruz para nos dar a vida. Na conversa de Jesus com Nicodemos, no evangelho de João, é o próprio Jesus confirmando que sua morte na cruz seria para a salvação e não para a condenação do mundo.

Deus é glorificado na maneira como seu Filho Jesus deu a vida por amor a nós. Por isso devemos levar à prática de nossa vida cristã esta proposta que o próprio Jesus deixou muitas vezes no coração dos que o ouviram e que ressoa hoje também para nós: “E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim” (Mt 10, 38). Não devemos enxergar a cruz com desprezo ou com medo, mas procurar compreender o mistério do amor de Deus que se revelou na cruz.

Por isso a cruz será sempre a força e a glória de Deus, como também um sinal expressivo para o mundo em que hoje vivemos. Percebe-se que no contexto secularizado em que hoje vivemos, há pessoas que têm medo da cruz de Jesus Cristo. Querem que ela seja retirada de locais públicos, alegando que nosso mundo não precisa mais deste sinal! Quando se tira este sinal, que  então nós, cristãos, sejamos sinais vivos do amor de Deus por onde estivermos. Levá-la em nosso peito, trazê-la em nossas casas, deverá ser sempre um sinal vivo de que a amamos e queremos também viver sua lição de vida.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano. 

VAMOS REZAR, COM NOSSO PÁROCO PADRE CARLINHOS


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

DIA DA NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA


Hoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta “casa”, que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo.
Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.
De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.
Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.
Nossa Senhora, rogai por nós!

VAMOS REZAR - COM PADRE CARLINHOS, NOSSO PÁROCO


sábado, 6 de setembro de 2014

EVANGELHO DO DOMINGO - X X I I I Domingo do Tempo Comum

Anúncio do Evangelho (Mt 18,15-20)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 15“Se o t
eu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas.
17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como um pagão ou um pecador público.
18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.
19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.

Palavra da Salvação!
Glória a Vós Senhor!

REFLEXÃO DO BISPO DIOCESANO Dom Célio de Oliveria Goulart
23º Domingo do Tempo Comum
Escrito por Diocese   
Sex, 05 de Setembro de 2014 10:43
28_eventos-0081Evangelho Mt 18, 15-20.
“Se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus”.
(Mt 23, 19)
A passagem do evangelho proclamado do domingo nos ajuda a entender a dimensão eclesial do nosso ser cristão. Em seus ensinamentos Jesus Cristo mostrou claramente que seus seguidores deverão formar uma comunidade de vida. Na comunidade de vida podemos pensar diferente, mas nunca podemos ficar divididos e para isso temos a correção fraterna ou a prática da reconciliação no sacramento da confissão. Ao cometer uma falta, o irmão deve ser levado a fazer sua correção; caso ele permaneça de coração fechado, que se faça a correção fraterna com a presença de testemunhas; caso ele não se reconheça ainda em se abrir à vivência de amor na comunidade, deverá ser excluído da comunidade.

A prática penitencial da Igreja nos primeiros tempos testemunha a grande seriedade e coerência no esforço da conversão. O pecador só encontra o perdão de Deus na redescoberta de sua misericórdia atuando na Igreja, especialmente quando a comunidade se reúne para a celebração eucarística, onde se evidencia a redenção adquirida por nós pelo gesto de Jesus Cristo que, por amor, deixou-se morrer crucificado. E sua morte é a visualização da misericórdia infinita de Deus Pai por nós. Por que então ficarmos presos a pequenas coisas que demonstram nosso egoísmo, nosso orgulho, nossa vaidade? O testemunho mais forte que podemos dar ao mundo de hoje é a vida em comunidade. Somos diferentes, mas saibamos nos perdoar e nos amar na prática do amor fraterno e na vivência apostólica em nossas Pastorais e Movimentos.

Neste mês da Bíblia, a Igreja nos propõe conhecer melhor o conteúdo do texto do evangelho de São Mateus. Seria bom que em cada dia lêsemos alguns trechos deste evangelista. Ao início do evangelho em nossas Bíblias há uma explicação da origem e formação do texto de São Mateus. Ler esta explicação nos ajuda a entender que Mateus escreve seu evangelho para nos mostrar de modo muito catequético que Jesus é o Mestre, o modelo do mestre cristão.

D. Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano